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Wall Street fecha em baixa apesar de dados positivos nos EUA

A Bolsa de Nova York fechou novamente em baixa esta quarta-feira, em meio às inquietações sobre as eventuais consequências da crise orçamentária da zona do euro na recuperação econômica dos Estados Unidos. O Dow Jones caiu 0,63% e o Nasdaq, 0,82%.

Segundo dados definitivos de fechamento, o Dow Jones Industrial Average perdeu 66,58 pontos, para 10.444,37 pontos, e o Nasdaq, composto principalmente por empresas do setor de tecnologia, caiu 18,89 pontos, para 2.298,37 pontos. O índice ampliado Standard & Poor’s 500 baixou, por sua vez, 0,51% (5,75 pontos), para 1.115,05 pontos.

Wall Street teve novamente uma sessão agitada, com o Dow Jones caindo 2% em alguns momentos, mas reduziu as perdas na última hora do pregão. “Está difícil encontrar boas notícias”, avaliou Craig Peckham, da corretora Jefferies. “O desempenho econômico dos Estados Unidos continua nos surpreendendo positivamente, mas o grande debate é se a recuperação americana pode continuar nesse ritmo no contexto das dificuldades na zona do euro”.

Como consequência, segundo o analista, “as pessoas reduzem sua exposição a setores cíclicos”, sensíveis às conjunturas macroeconômicas, principalmente à indústria, que tinha liderado a recuperação do mercado há mais de um ano. A moeda europeia caiu nesta quarta-feira a seu nível mais baixo em quatro anos, 1,22 dólar, antes de voltar a 1,23 dólar. “O euro estabilizou-se, mas a crise financeira se mantém”, resumiu Mace Blicksilver, da Marblehead Asset Management. “A grande questão é se haverá uma desaceleração econômica devido ao que acontece na Europa. Há muita incerteza e a bolsa está em um nível alto.”

Os investidores continuam inquietos com a decisão do órgão regulador alemão de proibir as vendas a descoberto – uma técnica de especulação financeira -, principalmente com títulos públicos de países da zona do euro. Este anúncio unilateral ocorre “quando o mercado espera solidariedade na resposta da UE à crise orçamentária”, afirmou Patrick O’Hare, do site financeiro Briefing.com. “Além disso, os operadores tomaram de forma negativa esse ataque ao livre funcionamento dos mercados”, completou.

O mercado ignorou a revisão para cima feita pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano) de sua previsão para o crescimento da economia americana em 2010, estimada agora entre 3,2% e 3,7%. Por outro lado, a inadimplência e a execução de hipotecas nos Estados Unidos aumentaram no primeiro trimestre. O mercado obrigatório subiu.

O rendimento dos títulos do Tesouro de 10 anos caiu pra 3,359% contra 3,376% na noite de terça-feira e o de títulos de 30 anos a 4,237% contra 4,254%. O rendimento das obrigações evolui no sentido oposto a seus preços.

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