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UA: integração continental deve continuar a ser gradual – Guebuza

O Presidente moçambicano, Armando Guebuza, disse, em Addis Abeba, a capital da Etiópia, que a integração continental deve continuar a ser gradual criando as necessárias condições para que os cidadãos e as instituições dela se apropriem.

A integração, através dos valores comuns, é o principal tema da Cimeira que junta cerca de 40 Chefes de Estado e de Governo africanos empenhados na busca permanente de estratégias para a consolidação da unidade africana e da dinamização da integração continental rumo ao desenvolvimento.

Falando na XVI Cimeira da União Africana (UA), que hoje termina em Addis Abeba, Guebuza disse que o projecto de integração continental deve ter em conta a soberania e a complexidade dos Estados membros.

‘A nossa experiência com a SADC (Comunidade de Desenvolvimento da Africa Austral) demonstra que o processo de integração continental, porque também respeita a soberania e a complexidade dos Estados, deve continuar a ser gradual, criando as necessárias condições para que os cidadãos e as suas instituições dele se apropriem’, vincou Guebuza.

Guebuza referiu ainda que para alem disso a consolidação e internalização dos princípios e objectivos inscritos no Acto Constitutivo da UA representam um desafio para todos os povos e Estados, tendo em consideração os níveis de desenvolvimento social e económico, cujos fundamentos (do Acto) incluem o respeito pela soberania e independência dos Estados, a promoção da paz, segurança e estabilidade, boa governação, entre outros.

A integração continental é um projecto da UA, havendo no seio da organização países que defendem o gradualismo do processo de integração e outros que defendem o imediatismo.

Nos corredores da Cimeira diz-se que cerca de trinta países africanos subscrevem a ideia da integração africana ser imediata, tese energicamente defendida pelo líder líbio, Muammar Kadhafi, ausente da Cimeira.

Reiterando o gradualismo, Guebuza, que saudou a pertinência do tema da Cimeira para a materialização da agenda colectiva da UA e integração continental, disse que em Moçambique dá-se particular atenção a unidade nacional, a auto – estima e ao respeito a diversidade cultural como sua riqueza, entre outros desígnios plasmados na Constituição, como o pluralismo de expressão, organização politica democrática, respeito e garantia dos direitos e liberdades fundamentais.

Moçambique é pelo respeito e implementação das decisões tomadas pela UA e quer ver o processo de crescimento e transformação da organização, em Autoridade Africana, a caminhar sem sobressaltos.

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