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Síria e ONU definem termos de missão para monitorizar a trégua

A Síria e a Organização das Nações Unidas assinaram, esta Quinta-feira, um acordo sobre a actuação de centenas de estrangeiros que irão monitorizar o cessar-fogo no país.

Resta agora convencer o Ocidente de que a missão pode ter poder e autoridade para garantir a paz. Um punhado de observadores da ONU já está na Síria a monitorizar a trégua instaurada há uma semana, mas que por enquanto não parou totalmente com a violência.

Esta Quinta-feira, o grupo foi cercado por uma multidão de oposicionistas. O envio duma força maior ainda precisa de ser aprovado no Conselho de Segurança da ONU, que está dividido entre as potências ocidentais que torcem pela derrubada de Assad, contra Rússia e China, aliadas do governo sírio.

A Rússia esnobou o convite para uma reunião do grupo de “Amigos da Síria”, que aconteceu em Paris e incluiu Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Turquia e Arábia Saudita, entre outros.

Falando no encontro, a secretária norte-americana de Estado, Hillary Clinton, disse que o Conselho de Segurança deveria impor sanções ao governo de Bashar al-Assad caso ele impeça uma monitorização adequada da trégua.

Ela disse que a Rússia, embora propensa a vetar a medida, poderia apoiá-la se a violência prosseguir.

No seu primeiro relato ao Conselho desde o envio da missão preliminar de observação, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse que a Síria não retirou totalmente os seus soldados e armas pesadas dos centros urbanos, conforme previa um plano internacional, e que não está a passar um “sinal claro” do seu compromisso com a paz.

Os adversários temem que uma missão de observadores pequena e com poucos poderes seja útil para Assad tentar encobrir a violência, bloqueando uma intervenção mais robusta contra a repressão governamental à rebelião iniciada há 13 meses.

Os diplomatas dos EUA e da Europa no Conselho insinuam que não aprovariam a ampliação da missão internacional se Assad não demonstrar total adesão ao cessar-fogo.

Já Rússia e China só vão aprovar a missão se ela estiver amparada por um artigo da Carta da ONU que daria a Assad poder de veto sobre o mandato dos observadores.

A Síria diz que aceitará receber até 250 observadores estrangeiros e defendeu que eles sejam de países “neutros”, entre os quais citou o Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

O Observatório Sírio de Direitos Humanos, grupo de oposição no exílio, disse que as forças sírias abriram fogo, Quinta-feira, na localidade de Herak (sul) logo depois de a equipe preliminar de monitores deixar a área.

O grupo acrescentou que seis pessoas foram mortas durante o dia em todo o país, incluindo duas vitimadas por bombardeios militares na cidade de Homs.

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