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PRM reforça contingente para “guarnecer” Dhlakama

A Polícia moçambicana (PRM) reforçou o seu contingente posicionado em frente a residência do líder da Renamo, o maior partido da oposição, Afonso Dhlakama, na cidade de Nampula, província com o mesmo nome, no Norte do país. Essa agitação começou a verificar-se na manhã desta Segunda-feira, dia em que o Conselho Constitucional (CC), órgão com a decisão final sobre processos eleitorais em Moçambique, validou os resultados das eleições de 28 de Outubro passado (que confirmam a derrota da Renamo e do seu candidato presidencial).

Com efeito, um grupo de membros da PRM constituído por nove agentes da Policia de Protecção, dois da Força de Intervenção Rápida (FIR) e outros dois da Policia de Trânsito, devidamente equipado, encontra-se estacionado defronte da casa de Dhlakama. Uma fonte do Comando provincial da PRM em Nampula, citada pelo diário “O País”, disse que este reforço do contingente policial visa “evitar” qualquer tentativa de perturbação da ordem na sequência das manifestações tencionadas pela Renamo.

Em reacção a esta medida da PRM, Dhlakama posicionou os seus próprios guardas em frente a sua residência. Agora o número destes agentes, de fardamento verde e fortemente armados, ultrapassa ao habitual. Por outro lado, nos arredores da casa de Dhlakama, a Renamo posicionou outros homens, vestidos a paisana. Estes são comandados pelo deputado desta formação política na Assembleia da República, Simão Bute.

Este jornal escreve igualmente que na tarde desta Segunda-feira, membros da Renamo em Maríngue, província central de Sofala, onde se localiza a antiga base da Renamo durante a guerra dos 16 anos terminada em 1992, provocaram tumultos em protesto contra os resultados das eleições validados pelo CC. Questionado sobre esses factos, o porta-voz do Comando-Geral da PRM, Pedro Cossa, não deu nenhuma informação substancial, sobretudo em relação ao reforço do contingente policial em frente a residência de Dhlakama.

Cossa entende que a Policia em Nampula está a patrulhar a área e não a residência de Dhlakama como se afirma e se esta reforçou o seu contingente é por ter verificado essa necessidade. Em relação ao caso de Maríngue, Cossa disse não ter informação sobre a movimentação de agentes da Polícia, mas sim manifestação de alguns “indivíduos” da Renamo. Ele disse que o Comando provincial da PRM em Sofala estava a monitorar a situação para ver se houve ou não casos de violência.

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