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PM empossa director geral da ANEA

O Primeiro-Ministro moçambicano, Aires Ali, empossou na quarta-feira, em Maputo, Carlos Machile, para o cargo de director-geral da Agência Nacional de Energia Atómica (ANEA).

Discursando na cerimónia de investidura, Ali disse ser expectativa do Governo poder contar com a ANEA no estabelecimento do quadro legal de protecção e segurança contra a exposição a radiações ionizantes, das fontes de radiação, incluindo a assessoria na formulação de políticas e estratégias. “Durante o exercício da sua actividade, o director-geral da ANEA deverá assegurar que a instituição aja em conformidade com o objectivo para o qual foi concebida, interagindo com os demais interessados, sempre tomando em consideração o uso pacífico da ciência e tecnologia nuclear no combate a pobreza, acção na qual estamos engajados”, disse Ali.

O director-geral da ANEA deverá ainda assegurar a coordenação, controlo e supervisão das actividades associadas ou de que possam resultar emissões radioactivas, e acções relacionadas com a utilização de fontes de radiação ionizante, materiais dispositivos e substâncias radioactivas, incluindo a protecção das pessoas, bens e meio ambiente em todos os sectores.

Moçambique aderiu a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) em 2006, tornando-se membro de pleno direito deste órgão internacional na busca de soluções tecnológicas que contribuam grandemente na agenda nacional de luta contra a pobreza. Foi assim que, após a adesão a AIEA, foram submetidos, no âmbito da cooperação técnica, projectos prioritários a serem desenvolvidos com a aplicação de tecnologia nuclear nos domínios da saúde, agricultura e recursos minerais, para o estabelecimento do Centro de Radioterapia para o tratamento de doenças como o cancro, combate a mosca tsé-tsé, entre outras.

A gestão sustentável da fertilidade dos solos, saúde e reprodução animal, a exploração mineira e testes não destrutivos de equipamentos são outras prioridades a serem contmpladas na aplicação da tecnologia nuclear no país. O Centro de Radioterapia e Medicina Nuclear irá tornar possível, pela primeira vez no país, o tratamento integral de doenças como o cancro e a tuberculose, enfermidades que têm assolado grande parte da população moçambicana, fazendo anualmente um número elevado de perdas humanas.

“Com o estabelecimento desta infraestrutura, o Governo tornará acessível o tratamento integral que acima me referi, a todos os cidadãos, contrariando o actual cenário em que apenas parte destes têm acesso ao tratamento destas doenças no exterior, devido aos custos elevados”, explicou Ali. Para o estabelecimento do Centro de Radioterapia e Medicina Nuclear no Hospital Central de Maputo, uma das principais motivações da adesão de Moçambique à AIEA, é determinante a aprovação da Lei de Energia Atómica.

A cerimónia de investidura contou com a presença do Ministro da Energia, Salvador Namburete, o Vice-Ministro da Função Pública, Abduremane Lino de Almeida, entre outras individualidades do ramo de energia.

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