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Obama diz que China e Rússia não apoiam a saída de Assad

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse, esta Terça-feira, que a Rússia e a China “não assinaram” qualquer plano para a saída do presidente sírio, Bashar al-Assad, mas que reconhecem os perigos duma guerra civil naquele país.

Obama afirmou que Assad perdeu toda a sua legitimidade e que era impossível conceber qualquer solução para a violência na Síria com a sua manutenção no poder.

Ele admitiu que não tinha conseguido avançar nas negociações com os líderes da Rússia e da China, apesar das intensas conversações com ambos os países, que têm protegido Assad de sanções mais duras da Organização das Nações Unidas.

“Eu não diria que neste momento os Estados Unidos e o resto da comunidade internacional estejam alinhados com a Rússia e a China nas suas posições, mas acho que eles reconhecem os graves perigos duma guerra civil”, disse Obama aos jornalistas durante a cúpula do G20 no México.

“Não acho que eles toleram os massacres que testemunhamos e acho que acreditam que todos seriam melhor servidos se a Síria tivesse um mecanismo para cessar a violência e criar um governo legítimo”, acrescentou.

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, disse mais cedo que o presidente russo, Vladimir Putin, já deixou claro que quer Assad fora do poder na Síria. Mas Putin rapidamente desmentiu, dizendo que apenas os sírios devem decidir o futuro de Assad.

Obama e Putin discutiram longamente a situação da Síria quando encontraram-se, Segunda-feira, no balneário mexicano de Los Cabos, onde participaram na cúpula das principais economias do mundo.

Obama também disse que aproveitará uma reunião com o presidente chinês, Hu Jintao, para pedir cooperação da China nos esforços de encontrar um caminho para acabar com o derramamento de sangue na Síria.

Ainda, Obama e o primeiro-ministro turco, Tayyip Erdogan, manifestaram a necessidade duma transição política que encerre os 15 meses de repressão naquele país, afirmou a Casa Branca.

Os dois líderes, que também encontraram-se no México, “discutiram a importância de avançar em direcção a uma transição política na Síria que acabe com o derramamento de sangue e traga um governo que reflicta o desejo do povo sírio”, segundo um comunicado da Casa Branca.

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