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O Comité Organizador dos X Jogos Africanos funciona com défice orçamental desde a sua criação

O Comité Organizador dos X Jogos Africanos (COJA) funciona com um défice orçamental desde a sua criação em 2009, indica o jornal “O País” da Terça-feira.

 

Segundo a publicação, um consultor contratado pelo COJA em 2009 estimou que Moçambique precisaria de 350 milhões de dólares para organizar este evento desportivo a ter lugar na capital do país em Setembro próximo.

 

Esse valor viria a baixar para 250 milhões de dólares que seriam usados na construção e reabilitação de infra-estruturas bem como nas despesas de funcionamento dos serviços e gestão de transportes, alimentação, formação de voluntários, entre outras actividades.

Contudo, o valor que no fim foi submetido ao Governo para a aprovação foi de 4,040 biliões de meticais, na altura equivalente a 112,2 milhões de dólares, que seria essencialmente usado para a reabilitação de infra-estruturas desportivas, programas de marketing e divulgação, pagamento de contratos de serviços dos jogos bem como as despesas de funcionamento do próprio COJA.

Por outro lado, decidiu-se que o COJA arrecadaria receitas próprias no valor de 39,3 milhões de dólares, só em 2010, uma vez que o Ministério das Finanças havia estabelecido que este órgão seria suportado por receitas próprias e receitas do Tesouro.

“O Tesouro Público conseguiu honrar parte das suas obrigações, enquanto o COJA Maputo 2011 não conseguiu contribuir com a parte que lhe cabia em 2010, esperando-se que venha a ser cabalmente coberta em 2011”, indica um dos documentos citados pelo “O País”.

Em 2010, o COJA previa arrecadar receitas na ordem de 1,3 bilião de meticais, no âmbito de um contrato com a empresa de marketing Marcom. Este contrato foi rescindido este ano.

Contudo, esta empresa responsável pela gestão da imagem do COJA havia prometido que este órgão só começaria a ter receitas próprias no primeiro semestre deste ano.

Este falhanço na colecta de receitas próprias e o atraso do desembolso dos fundos do Estado, através do Sistema electrónico de Administração Financeira do Estado (SISTAFE), chegaram mesmo a afectar a execução orçamental do COJA em 2010.

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