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Niassa combate preconceitos sobre papel da rapariga

A população da província de Niassa, na zona norte de Moçambique, está a ganhar uma maior consciência sobre o papel da mulher formada nas tarefas de desenvolvimento e a proporcionar iguais oportunidades aos rapazes e raparigas no acesso ao ensino e aprendizagem.

Falando a imprensa, fonte do Governo de Niassa disse que no presente ano lectivo foram inscritos nas escolas da província 368.755 alunos, número que corresponde a um crescimento de 3,5 por cento, comparativamente ao ano passado, dos quais 172.882, ou seja 47 por cento, são do sexo feminino.

Segundo a fonte, este crescimento deve-se ao trabalho de sensibilização realizado pelo Governo provincial junto aos líderes comunitários, pais e encarregados de educação sobre o papel da mulher escolarizada na sociedade.

Esta iniciativa ajudou a combater o preconceito de que o lugar da rapariga na sociedade é em casa para ajudar a mãe nos trabalhos domésticos.

Aliás, no corrente ano, 45 raparigas obtiveram bolsas de estudo para o ensino secundário e 14 para o ensino superior contra 45 e 12 do ano transacto, respectivamente.

“O aumento do número de raparigas formadas nos locais de trabalho, sobretudo nos sectores da saúde e educação, bem como a realização de intercâmbios entre raparigas de todos os distritos e mulheres funcionárias contribuiu sobremaneira para a mudança de atitude”, explicou a fonte.

A par destas acções, foram realizadas diversas acções para encorajar as raparigas a frequentarem a escola, através da distribuição de material escolar, de higiene e limpeza a um grupo de 809 alunas que vivem nos centros em regime de internato.

Mesmo assim, até ao terceiro trimestre do presente ano 480 raparigas apresentaram-se grávidas nas respectivas instituições de ensino.

Contudo, esta é uma evolução positiva, comparativamente ao ano anterior, quando o número de alunas grávidas atingiu 600.

Para reduzir o número de casos de gravidez, a fonte destaca que está em expansão a rede de cobertura do programa de planeamento familiar que, no corrente ano, abrangeu mais 44.328 novas mulheres.

Como resultado, regista-se actualmente uma maior procura de métodos de prevenção injectáveis comparativamente a pílula.

O sector da Saúde também está preocupado com a saúde da mulher e da criança, estando em curso um trabalho para reduzir o número de partos não assistidos. Assim, foram realizadas 73.949 consultas pre-natais contra 66.159 em 2010.

No âmbito da cobertura de partos foram distribuídos 1.200 enxovais nos distritos de Marrupa e Mandimba e construídas 10 casas de espera da mulher grávida. Assim, subiu para 26 o número de casas de espera para a mulher grávida.

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