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MOPH atrasa a reabilitação da estrada Moatize-Malawi

O director do Porto de Nacala afirma que o atraso do processo de transporte do carvão de Moatize deve-se a morosidade por parte das entidades governamentais a nível central na autorização para o início das obras de reabilitação e melhoramento da estrada que liga o distrito de Moatize, na provincia central de Tete, a fronteira do vizinho Malawi.

As obras da estrada serão levadas a cabo no âmbito da criação de condiçoes para o transporte do carvão mineral extraído pela empresa mineradora brasileira Vale Moçambique e estará inserido na primeira fase do projecto que consiste no uso daquela rodovia enquanto aguarda-se a construção da linha férrea.

Apesar de considerar que a sua instituição não é responsável pelas obras, o director do Porto de Nacala, Agostinho Langa, deu a conhecer que os accionistas do Corredor de Desenvolvimento de Nacala continuam a aguardar que o Ministério das Obras Públicas e Habitação autorize o início das obras de reabilitação e melhoramento da referida estrada cuja conclusao está prevista para 2015 no sentido de permitir que a Vale Moçambique comece a utilizar o porto de Nacala para a exportaçao de carvao mineral, produzido em moldes comerciais para o abstecimento do mercado internacional.

Agostinho Langa disse que a situação está a criar sérios constrangimentos à mineradora Vale Moçambique que continua a extrair o carvão de Moatize em grandes quantidades e o porto da Beira não dispõe para responder aos desafios da mineradora. Acrescentou que, por isso, a Vale Moçambique está já a pensar em interromper com o processo de extracção daquele minério porque tem já uma quantidade enorme de carvão armazenado precisando de ser transportado.

A fonte falava no encontro que os membros da instituição mantiveram com os deputados que compõem a comissão parlamentar de Agricultura, Desenvolvimento Rural, Actividades Económicas e Serviços da Assembleia da República.

Na circunstância, o chefe da comissão, Francisco Mucanheia, manifestou a sua inquietação em relação a morosidade que se verifica por parte do governo a nível central, facto que pode estar a redundar em fracasso os esforços visando incentivar os investidores nacionais e estrangeiros na implantação de projectos que propiciam o desenvolvimento das comunidades e consequente incremento da economia nacional.

Entretanto, aquele representante do povo na Assembleia da República disse que a sua comissão vai assumir o papel de procurar compreender junto das entidades responsáveis sobre as reais causas que estão por detrás da morosidade, o que está a preocupar maior parte dos investidores que pretendem contribuir para o desenvolvimento, sobretudo, da Zona Económica Especial. Num outro desenvolvimento, o director do porto de Nacala, Agostinho Langa disse que a sua instituiçao encontra-se, neste momento, a concretizar o projecto de reabilitação e ampliação do porto.

As obras foram financiadas pelo governo japones atraves da empresa JICA que desenbolsou para o efeito mais de 300 mil dólares norte-americanos. Para além dos trabalhos de reabilitação e melhoramento do porto, o projecto contempla, igualmente, a construção de algumas infra-estruturas, treinamento de técnicos para a realização das actividades e aquisição de novos meios de transporte.

Com estas acções, de acordo com a nossa fonte, espera-se que os trabalhos de manuseamento dos contentores sejam mais eficientes. Actualmente aquela instituição subordinada pelo Corredor de Desenvolvimento do Norte (CDN) tem a capacidade de manusear 8 contentores por hora e depois da conclusão das mencionadas obras espera-se uma considerável melhoria e passará a efectuar 25 manuseamentos por hora

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