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Malária, a luta continua

A malária é uma das mais comuns e sérias doenças tropicais. A doença é transmitida por mosquitos infectados que atacam os seres humanos. Por ano há 3 milhões de mortes, sendo 7.000 mortes por dia ao nível da África Sub-Sahariana, onde 9 de 10 mortes são resultantes da malária. A maior parte das mortes ocorre em crianças com idade inferior a cinco anos. De acordo com as estatísticas, em África, a malária tira a vida de uma criança em cada 15 segundos.

Em Moçambique a malária é uma das principais causas de problemas de saúde, sendo responsável por 40% de todas as consultas externas. Até 60% de doentes internados nas enfermarias de pediatria são admitidos como resultado da malária severa. A malária é também a principal causa de mortalidade nos hospitais em Moçambique, ou seja, de quase 30% de todos os óbitos registados. A estimativa de prevalência no grupo etário de 2 a 9 anos de idade varia de 40 a 80%, com 90% de crianças menores de 5 anos de idade infectadas por parasitas da malária em algumas áreas.

A malária é endémica em todo o país, nas áreas onde o clima favorece a sua transmissão ao longo de todo o ano, atingindo o seu ponto mais alto após a época chuvosa (Dezembro a Abril). A intensidade da transmissão varia de ano para ano e de região para região, dependendo da precipitação, altitude e temperaturas. Algumas áreas secas do país são tidas como propensas à epidemia. O Plasmodium falciparum é o parasita mais prevalecente, sendo responsável por cerca de 90% de todas as infecções da malária, enquanto que o Plasmodium malariae e o Plasmodium ovale são responsáveis por 9.1 e 0.9% de todas as infecções, respectivamente.

A malária durante a gravidez pode resultar numa grande variedade de conseqüências adversas tanto para a mulher grávida, como para o futuro filho. Pode provocar abortos, malária congênita, entre outras conseqüências. Pode causar anemia severa, que se pensa ser um factor contribuinte de pelo menos 30 porcento de casos de mortalidade materna.

Moçambique tem uma das mais altas taxas de mortalidade materna em todo o Mundo, com 408 mulheres a morrer devido a complicações da gravidez em 100.000 nados vivos. Além de contribuir para que a mãe fique doente, a infecção devido à Malária durante a gravidez conduz ao baixo peso da criança à nascença, um dos factores mais importantes para determinar o futuro de sobrevivência e desenvolvimento da criança. Uma questão importante é o facto de que a prevalência e intensidade da malária são mais elevada snas mulheres grávidas infectadas pelo HIV.

Uma das mais importantes medidas no combate à malária em Moçambique é a pulverização domiciliária com insecticida mas também registam-se melhorias no diagnóstico e tratamento da doença.

O uso de redes mosquiteiras tratadas com insecticida também previne a picada e mata o mosquito.  Estudos demonstraram que a utilização massiva de redes mosquiteiras tratadas com insecticida pode reduzir a mortalidade infantil em 20 por cento. Porém, a maior parte das crianças em Moçambique ainda não dorme debaixo de uma rede tratada com insecticida.

Apesar dos esforços de natureza positiva que estão em curso, a luta contra a malária em Moçambique continua longe de ser vencida.

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