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Livro questiona a segurança dos voos da Air France

O livro de um jornalista do jornal Le Figaro, que questiona a segurança nos voos da Air France, chega às livrarias hoje, quarta-feira, mesmo dia em que a companhia aérea francesa anunciara um prejuízo operacional recorde no ano fiscal 2009/2010.

“A Air France tem que fazer uma verdadeira revolução cultural se deseja evitar um novo acidente”, afirma o jornalista Fabrice Amedeo em “La face cachée de Air France” (A face oculta da Air France), no qual denuncia “estatísticas de segurança indignas” para o nível da empresa.

“A Air France tem uma frota de aviões ultramoderna, pilotos que estão entre os melhores do mundo, mas as estatísticas de segurança de uma companhia de segunda categoria”, completa. Os números são uma consequência de duas grandes catástrofes na década, o acidente do Concorde em 25 de julho del 2000 (113 mortos) e a queda do voo Rio-Paris, em 1º de junho de 2009 (128 mortos), segundo Amedeo.

“O problema não é o parecer técnico, e sim cultural: a gestão social praticada durante uma década e um certo relaxamento têm uma parte de responsabilidade nesta realidade”, explica. A Air France rebateu em um comunicado que “a segurança da companhia responde aos parâmetros mais exigentes da indústria aeronáutica internacional”.

Hoje, quarta-feira, a Air France anunciará um prejuízo operacional que deve alcançar 1,3 bilhão de euros no exercício 2009/2010, encerrado em março, o que representa o pior resultado desde a fusão com a holandesa KLM em 2004.

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