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Ex-juiz da Suprema Corte aponta “manipulação” na Venezuela

Um magistrado da Suprema Corte venezuelana que foi afastado do cargo, mês passado, por ajudar um narcotraficante acusou o governo de manipular sistematicamente os tribunais do seu país, e até mesmo com interferências em processos de tráfico de drogas.

Eladio Aponte deixou a Venezuela, há duas semanas, e refugiou-se na Costa Rica, onde esteve em contacto com a DEA (agência antidrogas dos EUA), segundo autoridades locais.

“Está muito corrupto em todos os níveis. Há muita manipulação”, disse Aponte em entrevista transmitida, Quarta-feira, pela Soi TV, canal de Miami em idioma espanhol.

A entrevista foi gravada antes de Aponte sair da Costa Rica, Terça-feira, a bordo de um avião do governo dos EUA, segundo a emissora. Não ficou claro para onde foi. Os representantes da DEA em Miami e Washington recusaram-se a comentar. C

aso Aponte aceite cooperar com a DEA, ele vai tornar-se o mais graduado ex-funcionário venezuelano a testemunhar sobre a corrupção no governo Chávez.

Se as acusações forem credíveis, Washington deverá usá-las para desacreditar o governo esquerdista de Hugo Chávez, sem descartar a possibilidade de processos contra altos funcionários venezuelanos.

Os EUA acusam o governo venezuelano de fazer vista grossa ao narcotráfico e de nomear militares corruptos para cargos importantes.

Chávez, por outro lado, assegura que a Venezuela tem conseguido vitórias importantes no combate ao narcotráfico na fronteira com a Colômbia, e acusa os EUA de tentarem solapar a sua auto-intitulada “revolução”.

O parlamentar governista Robert Serra disse, Quarta-feira. à TV estatal da Venezuela que os apoiantes de Aponte estão a tentar transformar um juiz desacreditado num novo mártir da oposição.

“A oposição da Venezuela é louca, ultrapassada, alienada, está a perder os seus valores políticos e recorreu a isso”, disse o deputado. “Ele é um fugitivo da Justiça venezuelana.”

Aponte, de 63 anos, deixou a Venezuela depois de um comité de ética da Assembleia Nacional ter-lhe afastado dos cargos de vice-presidente da Suprema Corte e de chefe da corte de recursos penais.

Ele era um modesto advogado militar até que a sua carreira decolou como resultado dum expurgo nos quartéis promovido por Chávez depois do efémero golpe de Estado de 2002.

Ele foi destituído do cargo pela Assembleia Nacional depois de acusações de que havia autorizado a emissão dum documento especial de identidade para Walid Makled, um empresário venezuelano preso por acusações de tráfico de drogas.

Makled, que é procurado nos EUA por narcotráfico, foi preso na Colômbia em 2010 e extraditado para a Venezuela.

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