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Era uma vez, mais uma vez, um festival

Era uma vez

A cidade de Maputo e o distrito de Marracuene acolheram entre 31 de Janeiro e 03 de Fevereiro o 7º Festival Marrabenta cuja inauguração ocorreu no Centro Cultural Franco-Moçambicano. O evento possibilitou que intérpretes de diferentes géneros musicais partilhassem as suas experiências no mesmo palco.

No dia 31 de Janeiro, o Centro Cultural Franco-Moçambicano acolheu o primeiro evento do Festival Marrabenta que proporcionou às pessoas presentes um espectáculo marcante num concerto em que actuaram artistas de gerações diferentes, tendo apresentado música de géneros diferentes – com destaque para a Marrabenta e o Pandza.

Tratando-se de uma iniciativa que visa dar espaço de interacção entre os artistas e o público amante da música moçambicana, os músicos fizeram o que melhor sabem: cantar e encantar os seus admiradores, o que por sua vez contribuiu para que o show se prolongasse até à meia-noite, sem se perder o ambiente festivo.

A organização do evento considera que a edição deste ano é a que reuniu o maior número de artistas que cantam o Pandza, desde a fundação do Festival Marrabenta em 2008. Acredita-se ainda que também teve uma grande participação do público.

Entretanto, depois de muito tempo fora de palcos, o músico moçambicano, Alberto Mutcheka, além de reactivar a sua relação com a música, teve uma actuação que impressionou os seus mais nostálgicos admiradores. Juntaram-se ao evento artistas como Xidiminguana, Dilon Ndjindji, Wazimbo, Stewart Sukuma, Mc Roger, Mingas, Neyma Alfredo, a banda Orquestra Djambo, Mr. Bow, DJ Ardiles e muitos outros.

Depois do concerto do Centro Cultural Franco-Moçambicano, no segundo dia do Festival Marrabenta, 02 de Fevereiro, o evento escalou o distrito de Marracuene. Por lá, mais uma vez, a organização levou ao público local momentos de muita animação e adrenalina. No âmbito do arranjo do Comboio Marrabenta, algumas pessoas – a edição deste ano foi a mais penosa nesse aspecto. Apenas uma banda que é que teve a cargo a animação – mas, muito poucas, é que viajou daquele meio para o referido distrito.

Em Marracuene, além do espectáculo musical, a exibição e a venda de produtos gastronómicos e artesanais, nas primeiras horas do dia, realizou-se a habitual “Kuphahla”, uma evocação aos espíritos dos antepassados, seguida da deposição de flores junto ao monumento edificado em homenagem aos heróis perecidos.

O referido acto, que se realiza anualmente em Fevereiro, recorda a resistência anti-colonial que opôs os guerreiros comandados por Nwamatibyana, Zihlahla e Mahazule ao exército português, em 1895.

Depois das celebrações tradicionais, as comunidades e os turistas que visitam Marracuene voltaram a sua atenção para o “ukanyi”, uma bebida preparada com base na fruta do “canhueiro”.

Para encerrar as actividades da sétima edição do Festival Marrabenta, no dia seguinte, 03, o Centro Cultural de Matalane acolheu uma sessão de música acústica concebida pelo falecido artista plástico Malangatana Velente Ngwenha, em 2009.

O Festival Marrabenta é organizado, anualmente, pelo Laboratório de Ideias. Foi criado 2008, e tem o objectivo de valorizar e promover a cultura moçambicana, em particular a Marrabenta.

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