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Diarreias agudas matam em Mecubúri

Um número não especificado de pessoas perdeu a vida, desde princípios do mês de Dezembro, no distrito de Mecubúri, província de Nampula. São apontadas como principais causas das mortes as diarreias agudas, que assolaram aquele ponto do país. A população local diz tratar-se de cólera, embora as autoridades sanitárias não o confirmem.

Desde o fim da primeira semana do mês em curso, Mecubúri registou situações de pânico devido à morte de pessoas, facto que obrigou alguns residentes daquele distrito a abandonarem as suas casas deslocando-se, na sua maioria, à cidade de Nampula e outras ao distrito vizinho de Rapale.

De acordo com os cidadãos ouvidos pelo @Verdade, a vida em Mecubúri tornou-se um autêntico caos, visto que, em cada dia, a epidemia em causa que se caracteriza por vómitos e diarreias acentuadas, morrem, pelo menos, três pessoas na maior unidade sanitária do distrito.

Ana Angelina Armando viu-se obrigada a interromper a sua visita a Mecubúri como forma de escapar à suposta cólera que eclodiu naquela região. Ela desejava passar as festas do Natal e do final do ano com a sua família, mas, devido à situação e por ter assistido à morte de quatro familiares, por causa da diarreia, não tenciona deslocar-se até aquela região tão já.

Segundo a nossa interlocutora, foi muito chocante perder os seus entes queridos instantaneamente. Aquela cidadã disse ainda que Mecubúri passou a ser palco de escaramuças, devido ao silêncio das autoridades da Saúde daquela parcela do país. Vandalização de ambulâncias, espancamento de líderes comunitários e destruição de habitações são algumas das situações que caracterizaram o distrito de Mecubúri desde os primeiros dias em que a doença eclodiu. A enfermidade afectou, com maior incidência, a vila sede e o posto administrativo de Muite.

Um cidadão que não quis ser identificado disse que se trata de cólera, afirmando que uma simples diarreia não levaria à morte de muita gente em pouco tempo. O nosso entrevistado afirmou que foi lamentável ver os profissionais da Saúde abandonarem os seus postos de trabalho, concretamente em Momane e Ratane, zonas onde a situação foi mais dramática.

@Verdade soube que não houve uma separação entre os doentes com diarreias agudas e os que padecem de outras enfermidades, para além de não terem sido tomadas medidas de prevenção a nível das unidades sanitárias. Esta situação contribuiu para a contaminação das pessoas.

Face a este fenómeno, os nossos entrevistados afirmaram que a doença causou um número assustador de óbitos na vila sede e noutras aldeias. Todavia, o governo local ainda não se pronunciou e as autoridades sanitárias garantem não ter sido notificado nenhum caso de cólera até ao momento.

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