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Daviz Simango vangloria-se da sua gestão como edil da Beira

O presidente do Conselho Municipal da Beira, Daviz Simango, defendeu que a sua gestão representou um “progresso económico robusto”, o que gera “cobiça da oposição”, e considerou a pobreza urbana e a erosão costeira os maiores desafios.

“Notamos que a pujança da administração autárquica, com próprios recursos financeiros, tem conseguido ultrapassar muitos desafios, embora alguns requeiram apoio adicional, sobretudo a erosão costeira. Estamos no bom caminho”, disse Daviz Simango, também presidente do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), terceira maior força política moçambicana.

Daviz Simango, eleito em 2008 como único edil que não é da FRELIMO nas 43 autarquias do país, falava por ocasião dos 104 anos da elevação da Beira à categoria de cidade, que se assinalam no sábado.

“Temos vindo a assistir à destruição dos mangais que plantámos para a protecção costeira. Vemos vendedores ambulantes em locais impróprios. É um desafio global, mas entendemos que com a educação do ser humano vamos ultrapassar estes problemas”, disse o presidente da edilidade da segunda maior cidade do país.

“Mãozinha” da Cooperação Suíça

O autarca revelou que, por um acordo com a Cooperação Suíça, a edilidade vai reabilitar 20 esporões e construir 500 metros de muro em betão e dois mil metros de muro em alvenaria, além da reflorestação com casuarinas.

Ao mesmo tempo, as cooperações italiana e espanhola vão apoiar o município, no âmbito de estudos especializados do comportamento do mar e decorrem negociações com o Banco Mundial para a obtenção de 20 milhões de dólares para trabalhos de protecção costeira, nos próximos três anos.

Simango adiantou que a autarquia está a trabalhar na terraplenagem e colocação de pavimentos nas principais estradas para assegurar o descongestionamento das viaturas e potenciar zonas económicas, como a zona industrial.

“Há estradas com 104 anos, a idade da cidade, e que nalgum momento foram pavimentadas e é preciso criar condições para que estas estradas suportem as cargas de hoje”, disse. Daviz Simango acusou o Governo de não canalizar “a tempo” para a autarquia o Fundo de Combate à Pobreza Urbana.

“Depois de um bangbang (controvérsia) remetemos uma carta quente ao Governo, porque o partido no poder (FRELIMO) dizia que foi entregue o dinheiro, mas os mesmos diziam às finanças para não entregarem, criando instabilidade. Mas, felizmente, o dinheiro entrou na nossa conta a 10 de Agosto e começaremos a financiar projectos”, garantiu.

O edil da Beira afirmou o seu orgulho em ter conseguido colocar a cidade “no mapa das mais limpas do mundo” e transformado a capital da província de Sofala.

“A cidade está no mapa das mais limpas do mundo. Já não temos cadáveres a apodrecerem em hospitais por falta de morgues, o facto de não existirem corpos abandonados nas morgues por a edilidade ajudar a famílias com enterros a custo zero. O facto de não ter tido inundações nas últimas chuvas e não ter cólera, numa cidade que a doença matava às centenas, isso é orgulhoso”, disse Deviz Simango.

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