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Zucula exige maior celeridade no sector de transportes

O ministro moçambicano dos transportes e comunicações, Paulo Zucula, instou, Sábado, em Maputo, aos quadros da instituição que dirige para acelerarem o passo na busca de soluções para resolver os problemas do país, sobretudo os que afectam directamente à população.

Zucula lançou este apelo durante uma visita as instalações que, provisoriamente, vão acolher o terminal doméstico no Aeroporto Internacional do Maputo, enquanto decorrem as obras de construção da nova infra-estrutura.

Na ocasião, Zucula, exortou aos quadros do seu sector a pensarem mais e serem mais ousados na busca de solução para os problemas que afligem o país.

Zucula reconhece que pode haver limitações das instituições para responder a alguns desafios que se lhes colocam, mas acredita ser possível fazer mais e melhor.

“Não estamos a dormir, estamos acordados. Sabemos que as nossas empresas estão a trabalhar debaixo de uma grande pressão e financeiramente no limite mas, mesmo assim, pode-se fazer sempre mais. Vamos acelerar o passo. Vamos ser mais aventureiros e arrojados” disse

. “Temos que usar o único recurso que não se esgota, o recurso que quanto mais usado se multiplica: a cabeça. Vamos recorrer a cabeça para podermos dizer que vamos sair dessa situação e correr mais rápido”, acrescentou.

Para Zucula, apesar do sector não estar a satisfazer as expectativas da população na disponibilidade de transporte, o mesmo tem vindo a crescer nos últimos cinco anos.

Para justificar a sua afirmação, aquele governante frisou que, no ano passado, os “transportes e comunicações” foi o sector que mais contribuiu para o Produto Interno Bruto (PIB) do país devido ao seu crescimento.

“Antes era o quarto ou o quinto maior contribuinte. Mas cresceu e, por isso, sentimos que apesar de um crescimento relativamente lento, estamos a caminhar para frente” defendeu.

Este crescimento, segundo Zucula, é fruto dos investimentos que estão sendo realizados pelas empresas pública e privadas que operam no sector.

Para melhor elucidar os seus argumentos, o ministro disse que em 2010 o sector investiu pouco mais de 450 milhões de dólares, uma situação que não se verificava há cinco anos.

“Até 2005, a excepção dos Caminhos de Ferro de Moçambique, quase nenhum sector tinha um investimento significativo, alguns nem tinham. Os serviços de Correios tiveram zero, a empresa Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), também. No ano passado todos os sectores investiram, sendo de destacar a aviação civil”, disse. Nesse contexto, as empresas LAM e Aeroportos de Moçambique, combinados investiram cerca de 250 milhões dólares.

Os Transportes Públicos de Moçambique (TPM) fizeram um investimento de 100 milhões dólares. Enquanto isso, o sector portuário e ferroviário combinados realizou um investimento na ordem de 120 milhões dólares.

O total destes permitiu criar cerca de 2.500 postos de emprego, dos quais mil permanentes e os restantes 1.500, sazonais, segundo Zucula.

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