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Xiconhoquices da semana: STAE: Problemas no início do recenseamento; Instituto de Cartografia da Machava

Xiconhoquices da semana: Falta de acção disciplinar cvontra funcionários públicos corruptos; CNE...

Os nossos leitores elegeram as seguintes Xiconhoquices na semana finda:

1. STAE: Problemas no início do recenseamento

A juntar aos problemas técnicos com os equipamentos de informática surgiram situações de membros das brigadas que não estão a cumprir a Lei Eleitoral e têm estado a exigir o Atestado de Residência aos cidadãos que pretendem recensear-se. Isso é ilegal. O que circula pela opinião pública esclarecida, regra geral, circunscreve-se aos problemas técnicos. Mas a Xiconhiquce vai mais longe.

Um pouco por todo o país é praticamente impossível recensear. Os membros das brigadas dizem, sem pejo, que têm instruções para proceder de tal maneira. A ideia é impedir os jovens de recensear. Na lógica de permanecer no poder, a sua postura faz todo o sentido.

A Frelimo tem medo da juventude. Nas eleições intercalares de Inhambane o STAE usou todos os meios e mais alguns para excluir do processo todos os estudantes universitários.

No meio desta Xiconhoquice o que deve ressaltar e deixar o cidadão contente, apesar da dificuldade em recensear, é que o poder está do nosso lado. A Frelimo não teme nem a Renamo e nem o MDM, tem temor dos jovens cada vez mais esclarecidos e conscientes dos seus direitos. Esse impedimento tem esse lado positivo.

2. Instituto de Cartografia da Machava é impuro

Os estudantes internos do Instituto de Formação em Administração e Cartografia (INFATEC), sito no bairro da Machava, na cidade da Matola, vivem em precárias condições de alojamento, em consequência da degradação daquele estabelecimento de ensino, que há anos não beneficia de obras de restauro.

Os instruendos queixam-se das dificuldades de acomodação, da falta de água e luz, há mais de três meses, da alimentação inadequada e da precariedade da higiene, facto que faz com que se defeque a céu aberto. Contudo, a direcção da instituição tem estado a agravar as propinas sem nenhuma comunicação prévia, e os alunos afirmam que não estão a ver nenhum ganho dessa medida.

Os educandos do INFATEC, oriundos de várias províncias do território moçambicano, asseguraram ao @Verdade que estão deveras insatisfeitos com as condições desumanas a que são submetidos enquanto mensalmente desembolsam quantias elevadas para terem um acolhimento digno de seres humanos.

Segundo os nossos interlocutores, que nos falaram sob anonimato, supostamente porque temem represálias, o instituto que frequentam está desguarnecido e nele acontece um pouco de tudo. Para além de que no período nocturno é impossível estudar ou rever as matérias devido à ausência de iluminação, os balneários, os refeitórios e o pátio são uma lástima, facto agudizado pela falta água.

Os estudantes dirigem-se às famílias que vivem nas proximidades da sua escola para ter acesso ao precioso líquido. Os dormitórios são os únicos compartimentos em condições razoáveis, porém, ao invés das casas de banho, os educandos fazem necessidades biológicas num arbusto local quando não é possível recorrer aos vizinhos. É preciso dizer mais para provar que estamos diante de uma Xiconhiquice…

3. População de Vilankulos

Vilankulos acordou em polvorosa na manhã desta segunda-feira, 27 de Maio, quando um corpo foi dado como desaparecido no interior de um supermercado chamado Global Comercial. A população quis invadir o estabelecimento, mas a Polícia não permitiu. No final, o corpo apareceu.

A notícia correu célere como um rastilho de pólvora pela pacata Vila Municipal de Vilankulos. Uma pessoa tinha desaparecido depois de entrar num supermercado local para fazer compras. Uma adolescente desesperada, em prantos, jurava a todo o mundo que o seu pai tinha caído numa cova no interior daquele estabelecimento comercial.

A moça, lavada em lágrimas, jurava a pés juntos que o seu pai estava lá dentro. A Polícia teve de intervir para impedir o pior. O pai apareceu nas instalações do comando local e disse que nunca havia entrado no espaço em questão. Fica, contudo, a suspeição sobre o local. O estabelecimento permanece fechado e não se sabe qual será o futuro da adolescente.

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