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Xiconhoquices da semana: Restaurantes, pastelarias, padarias encerradas pela INAE; Assassinato em Inhambane; Lei que pune traficantes e compradores da caça ilegal “escondida”

Xiconhoquices da semana: Novo Regulamento de Transporte em Veículos Automóveis; Passaporte falso de Nini sem falsificadores; Campanha eleitoral da Frelimo

Os nossos leitores elegeram os seguintes Xiconhoquices na semana finda:

Restaurantes, pastelarias, padarias encerradas pela INAE

Vergonhosa é o que se pode dizer diante da lastimável e gritante situação de falta de higiene demonstradas por alguns restaurantes, pastelarias e padarias nas zonas nobre da cidade de Maputo. São os casos de o café e restaurante Cristal e a pastelaria ABFC foram encerrados pela Inspecção Nacional das Actividades Económicas (INAE) por falhas “graves” de higiene, juntando-se a outras 20 unidades económicas a nível nacional actuadas devido a várias irregularidades. Foram detectadas anomalias nocivas à saúde pública. Problemas como fossas entupidas, cozinha e sanitários sujos, concentração de águas negras na forma de charcos que exalam cheiro nauseabundo para o interior da cozinha. Quase tudo em estado nojento. O mais caricato é que estes estabelecimentos têm boa reputação na praça. Enfim, como diz o senso comum: bonito por fora, feio por dentro.

Assassinato em Inhambane

A onda de criminalidade continua a não dar tréguas aos moçambicanos. Quase todos os dias são reportados crimes hediondos protagonizados por indivíduos desconhecidos. O secretário do círculo e a esposa do líder comunitário da sede distrital de Funhalouro, na província de Inhambane, são algumas vítimas dessas Xiconhoquices. Eles foram assassinados com recurso a uma arma de fogo por pessoas ainda desconhecidas. O crime, cujas as causas são desconhecidas, aconteceu no passado fim-de-semana, na localidade de Mavume. Não foi possível apurar a identidade das vítimas. O líder comunitário, de 66 anos de idade, ficou gravemente ferido. Como já é de costume por parte da Polícia da República de Moçambique (PRM), Juma Aly Dauto, chefe das Relações Públicas no Comando Provincial PRM em Inhambane, disse que se está no encalço dos supostos assassinos.

Lei que pune traficantes e compradores da caça ilegal “escondida”

É deveras vergonhosa a promiscuidade das autoridades nacionais no tráfico e caça ilegal no nosso país. Embora a luta contra a caça ilegal esteja a registar progressos, não existe um único traficante ou comprador detido. Tudo porque a Lei de Protecção, Conservação e Uso Sustentável da Diversidade Biológica só prevê penas de prisão maior para aquele que abater sem licença. À pedido das autoridades do Ambiente e da Procuradoria-Geral da República a Lei 16/2014 foi revista pela Assembleia da República, em Novembro passado, passando a punir com cadeia todos envolvidos directa ou indirecta na devastação de qualquer das espécies protegidas da Fauna e Flora. Porém, por cumplicidade e falta de carácter, até hoje a Lei Revista e aprovada por aclamação não foi enviada para a promulgação do Presidente Filipe Jacinto Nyusi, permitindo que os traficantes, mandantes e compradores continuem impunes. Que vergonha!

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