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Xiconhoquices da semana: Incumprimento da promessa de construção de casas; Morte por discussão familiar; Aumento do preço de combustíveis

Xiconhoquices da semana: Novo Regulamento de Transporte em Veículos Automóveis; Passaporte falso de Nini sem falsificadores; Campanha eleitoral da Frelimo

Os nossos leitores elegeram as seguintes Xiconhoquices na semana finda:

Incumprimento da promessa de construção de casas

É, sem sombras de dúvidas, muita ingenuidade acreditar nas promessas feitas pelo Governo da Frelimo. Aliás, embarcar nas conversas do Executivo moçambicano, que não passam de meras conversas para boi dormir, é o mesmo que saltar de cabeça para uma piscina sem antes certificar se existe ou não água nela. Ou seja, durante 39 anos o Estado construiu menos de duas mil casas. O Plano Quinquenal do Governo (PQG) de Filipe Nyusi propôs-se hipocritamente a edificar 35 mil novas habitações para os moçambicanos em apenas cinco anos. A meta no ano passado, inserida no Plano Económico e Social (PES), era de erguer 1.775 novas casas, grande parte nas províncias de Tete, Zambézia e Cabo Delgado. Porém, isso não passou de mera promessa, pois o balanço do PES de 2016 revela que foram construídas somente 268 casas. Este número mostra a tamanha falta de vergonha na cara deste Governo que continua a empurrar o país para um abismo sem precedentes.

Morte por discussão familiar

A sociedade moçambicana já começa a perder os seus valores. Quase todos os dias são reportados situações que deixam muito a desejar, sobretudo envolvendo as famílias moçambicanas. O caso mais dramático deu-se na província de Gaza, onde um jovem, de 23 anos de idade, após uma discussão com um membro de uma família, ateou fogo a residência daquele cidadão, tendo matando quatro pessoas da mesma família. A discussão, segundo a Polícia da República de Moçambique (PRM), surge devido à cobrança de uma módica quantia (50 meticais), durante o consumo de bebida alcoólica. A desgraça aconteceu na localidade de Chigotanhane e foi antecedida por uma briga entre o jovem, agora privado de liberdade, e o ofendido, de 42 anos de idade. É, sem dúvidas, chegada a hora de solicitarmos os préstimos dos membros da AMETRAMO para diagnosticarem as razões desses problemas macabros que têm estado a apoquentar a sociedade moçambicana.

Aumento do preço de combustíveis

Quando o ministro de Economia e Finanças, Adriano Maleiane, disse, no ano passado, que “peço paciência dos moçambicanos, ainda vamos sofrer”, certamente que a maioria da população não imagina o alcance dessa frase. Presentemente, a realidade é mais clara e pura que água. O aumento do preço do combustível é exemplo disso. Cinco meses após o último aumento, os preços de combustíveis e outros produtos petrolíferos voltaram a subir em todo território nacional. A gasolina vai aumentar cerca de 12%, o gasóleo 13% e o petróleo de iluminação aproximadamente 26%. O mais caricato é que o Governo de Filipe Nyusi chama isso de “ajuste”, para não falar de que no mercado internacional o preço de barril do petróleo continua muito baixo, até à semana passada era cotado a 49,81 meticais. Isso, sem dúvidas, não passa de uma ladroagem qualificada.

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