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Xiconhoquices da semana: Governo diz que refugiados no Malawi fugiram de seca; Distribuição do livro escolar; Criminalidade violenta em Nampula

Xiconhoquices da semana: Investimentos do Banco Mundial em combustíveis fósseis; Endividamento das Empresas Públicas; Crise de gás de cozinha

Os nossos leitores elegeram as seguintes Xiconhoquices na semana finda:

Governo diz que refugiados no Malawi fugiram de seca

Não há dúvidas que não temos um Governo, mas uma bando de insanos e mentirosos que dirige os destinos deste empobrecido país. Depois de negar, de pés juntos e de viva voz, o Governo moçambicano veio a público, com mais deslavada, reconhecer que perto de cinco mil moçambicanos encontram-se num centro de refugiados no Malawi. Mas o pior de tudo foi a falta de vergonha dos nossos governantes ao afirmar que os refugiados que se encontram naquele país vizinhos fugiram a seca e crise social que se verifica na região Central do país, concretamente na província de Nampula. Obviamente, essa é desculpa esfarrapa usada por quem passa a vida trancado o dia todo numa sala, ao invés de fazer valer os impostos dos moçambicanos. É sabido que as populações fogem os ataques armados protagonizados pelos homens da Força de Defesa e Segurança. Quanta Xiconhoquice!

Distribuição do livro escolar

É sempre a mesma coisa todos os anos. O sector da Educação e Desenvolvimento Humano vem a público informar de boca cheia que existem livros suficientes para serem distribuídos gratuitamente, tanto para os alunos como os professores, de modo que o ano lectivo corra sem sobressalto. Porém, a realidade tem sido outra: há relatos de milhares de alunos que não receberam um livro sequer. Aliás, a desculpa tem sido que os livros não chegaram para todos. O mais caricato é que, um pouco por todo o país, se pode ver livros, que deviam ser distribuídos gratuitamente, à venda nos mercados. A questão é: como é que esses livros de distribuição gratuita foram parar no mercado? Não há dúvidas que a falta de livros é uma das razões para o fraco aproveitamento que se tem registado todos os anos.

Criminalidade violenta em Nampula

Nos últimos tempos, a onda de criminalidade em Nampula, sobretudo nos bairros periféricos da  capital provincial, tem vindo recrudescer. Em menos de três semanas, pelo menos quatro pessoas perderam a vida por agressão e estrangulamento. Alias, presentemente, em quase todos os bairros suburbanos, andar a noite é um risco, pois é o momento que os criminosos actuam. Geralmente, eles invadem as zonas residenciais onde protagonizam sem dificuldades assaltos e agressões a cidadãos indefesos. A título de exemplo, na semana passada, dois cidadãos adultos foram encontrados sem vida, nas cercanias da serra Nakuku, no bairro de Natikiri, com sinais de violência de armas brancas. Estas são mais duas vítimas mortais de crimes violentos, em apenas três semanas, perante a aparente impotência das autoridades em garantir a segurança dos cidadãos na chamada capital Norte de Moçambique.

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