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Xiconhoquices da semana: Explicações sobre a EMATUM; Membros da Renamo impedidos de se comunicarem com advogados ; “Samurais” fora do “Mundial” por divida

Xiconhoquices da semana: Funcionários públicos obrigados a participar na campanha eleitoral; Falta..

Os nossos leitores elegeram as seguintes Xiconhoquices na semana finda:

Explicações do governo sobre a EMATUM

As difusas e obtusas explicações do governo em relação à aquisição de 30 barcos de pesca para a EMATUM, uma empresa participada pelo SISE, não convencem o mais incapacitado dos senis que pululam pelo país adentro. É mesmo retórica de má qualidade afirmar que a compra visa “dotar Moçambique de capacidade para explorar um recurso que é seu, em benefício do seu povo e da sua economia”. Interessante perspectiva, mas irreal. Uma dívida contraída pelo governo para beneficiar uma empresa de espiões não pode, de forma alguma, ter sido feita “em benefício” do povo.

Isso é brincadeira de muito mau gosto, senhor ministro. “Os estudos mostram que a entrada em funcionamento da EMATUM pode gerar cerca de mil e quinhentos empregos. E isto não inclui os empregos que serão gerados pela industrialização e comercialização do atum e outros empregos indirectos”, disse o bom do ministro. Os estudos também dizem que estamos a infligir duros golpes à pobreza nos últimos dois mandatos presidenciais.

Não é verdade, senhor ministro? Senhor ministro, qualquer pessoa minimamente inteligente sabe que quem vai pagar o preço da aquisição dos barcos é o sofrido povo moçambicano. O senhor devia representar o povo e explicar detalhadamente qual é o plano da amortização da dívida e de onde sairá o dinheiro para tal. Isso de falar de atum e quejandos é brincar com o acessório. Ou seja, Xiconhoquice das grossas…

Membros da Renamo impedidos de se comunicarem com advogados

A Liga dos Direitos Humanos acusa o Comando Geral da Polícia da República de Moçambique de estar a impedir o acesso dos advogados aos 31 membros da Renamo detidos há mais de dois meses no Comando Provincial de Nampula, acusados de estarem envolvidos nos ataques armados ocorridos no distrito de Rapale. Segundo a Liga dos Direitos Humanos, quando solicitada pela Renamo para prestar assistência jurídica aos seus membros, enviou uma equipa de advogados para junto das autoridades policiais e judiciárias da cidade de Nampula darem andamento ao processo.

Estranhamente, “o Comando Provincial da PRM em Nampula, sob orientação do Comando Geral, não permitiu o acesso dos advogados da Liga aos detidos que se encontram naquele local, violando o disposto no nº. 4 do artigo 63 da CRM, que consagra o direito de o advogado comunicar pessoal e reservadamente com o seu patrocinado, mesmo quando este se encontre preso ou detido em estabelecimento civil ou militar”, refere a LDH.

Entretanto, através de contactos efectuados com os familiares dos detidos, a Liga diz ter sido possível apurar que as detenções foram efectuadas entre os dias 24 de Outubro e 19 de Novembro do ano em curso, mas que até ao dia 27 de Novembro os detidos não tinham sido presentes a um juiz de instrução criminal para a legalização da prisão, conforme o disposto no artigo 311 do Código de Processo Penal (CPP). Pergunta: Isso não é Xiconhoquice?

“Samurais” fora do “Mundial” por divida de 26 milhões de meticais

A grande notícia desta semana é a de que a selecção nacional sénior feminina de basquetebol, as “Samurais”, poderá estar ausente da fase final do Campeonato Mundial de Basquetebol na categoria sénior feminina, na Turquia, prova que terá lugar no próximo ano. A FIBA condicionou a inscrição de Moçambique naquela prova ao pagamento da dívida de 26 milhões de meticais relativa à organização da última edição do Afrobasket, Maputo-2013.

O que podia ser boato, infelizmente, não passa de uma xiconhoquice dura, nua e crua. Moçambique tem, realmente, uma dívida de quase um milhão de dólares com os gestores internacionais do basquetebol. O que não se percebe é de que maneira é que a Federação Moçambicana de Basquetebol contraiu tal dívida.

Como é possível uma competição “mamar” 26 mil contos? Diz a má-língua que, na verdade, essa dívida é das comissões, ao bom estilo presidencial do “Mr 5%”, e que a mesma só é tornada pública simplesmente para pressionar o governo a soltar o dinheiro para engordar aqueles “outros”. Aliás, diz ainda a voz da xiconhoquice que impedir a inscrição das “Samurais” no Campeonato do Mundo é um esquema que servirá para sensibilizar os donos do regabofe a dividirem o tacho com os “comissionistas”, à semelhança de um bebé que chora para mamar.

Mas já se sabe que madrinha destas “meninas” vai distrair-se na hora “H” e vai tirar esse “taco”. Até porque se as “Samurais” andaram a receber flores, pratos de comida, capulanas, terrenos “litigiosos”, cheques chorudos e até foram usadas para enganar o eleitorado do subúrbio da capital, o que impede de serem usadas, como sempre, para enriquecer os que forjaram essa dívida de 26 milhões?

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