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Xiconhoquices da semana: Corrupção na Educação e Saúde; Governo que nada faz para que multinacional chinesa pague impostos; Erros ortográficos e imprecisões no Guião do Professor

Xiconhoquices da semana: Novo Regulamento de Transporte em Veículos Automóveis; Passaporte falso de Nini sem falsificadores; Campanha eleitoral da Frelimo

Os nossos leitores elegeram as seguintes Xiconhoquices na semana finda:

Corrupção na Educação e Saúde

Uma sociedade instruída está mais preparada para questionar aqueles que elege e coloca no poder para governar. Desde que o partido no poder, que administra Moçambique a seu bel-prazer há quatro décadas, se apercebeu de que pessoas que estudaram devidamente não levam a vida de ânimo leve e têm uma cultura de exigir a prestação de contas, os correligionários desta formação política deliberam embrutecer o povo através de um ensino público depreciado e nojento. Para justificarem a sua ineficácia eles voltam a falar-nos, com tal ruído, de fraudes académicas, o que levou à anulação de exames aqui e ali no país. Esta postura, pouco surpreendente, é própria de uma cambada, à qual se junta a Saúde, que, também, nos fala dos mesmos problemas de que nos queixamos há anos, sem no entanto vermos medidas arrojadas para ultrapassá-los. Senhores governantes dos ministérios da Educação e Desenvolvimento Humano e da Saúde, as fraudes académicas, a corrupção, o mau atendimento nas unidades sanitárias, entre outras anomalias, são sobejamente conhecidas nos vossos sectores. O que precisamos é que nos digam o que é que têm feito para combater tais problemas e qual tem sido a satisfação em termos de resultados para o efeito.Falem pouco e trabalhem mais…

Governo que nada faz para que multinacional chinesa pague impostos e cumpra as leis

Volvidos cerca de quatro anos, a Hayiu Mining Company, empresa que explora os jazigos de areias pesadas de Sangage na região de Morrua, distrito de Angoche, na província de Nampula, canaliza para os cofres públicos apenas 60 mil meticais, valor pago no mês de Agosto, contra os quatros milhões de dólares anuais que o Estado moçambicano deveria encaixar. Contra todas as expectativas, nos últimos três anos, o Estado moçambicano perdeu cerca de 13 milhões de dólares norte-americanos só em impostos, resultantes da exploração das areias pesadas de Sangage, nomeadamente zircão e rutilo, produtos usados para o fabrico de tintas, plásticos, na indústria de cerâmica e de aviação, peças ortopédicas, entre outros fins. Sim, senhores, este é o país real a que todos estamos habituados. Um país letárgico, dorminhoco perante as anomalias, e do “deixa andar”. O Estado perde maças de dólares e ninguém faz nada numa nação onde há milhares de crianças sem acesso à escola formal por falta de estabelecimentos de ensino, outras sem comida e outras ainda sem instalações escolares condignas porque não há dinheiro. Afinal, porque esses senhores se mantêm no poder? Querem escangalhar o país a olho nu ou os impostos que a Hayiu Mining Company não paga são canalizados, por vias clandestinas, para o bolso de alguém?

Erros ortográficos e imprecisões no Guião do Professor

Uma instituição que pouco recria e está habituada a “sobreviver” de cópias do que os outros já pensaram só pode cometer asneiras como as do Mistério da Educação e Desenvolvimento Humano. Quem é o fulano que mandou distribuir um Guião do Professor (vulgarmente conhecido por Agenda do Professor) com informações falsas, para além de assustadores erros ortográficos? Na página 5 (mensagem do ministro ao estimado professor), no segundo parágrafo temos “sus” ao invés de “seus”, depois termina por “na sua profissão de profissão de professor e educador”. Alguém pode explicar o significado desta informação? No quinto parágrafo temos “sabers”, mas supõe-se que a intenção era dizer “saberes”. Essa palavras mal escrita não existe na língua inglesa, nem francesa e tão-pouco nas línguas maternas moçambicanas. Para agravar o nosso desespero, alguém escreveu “ignirância”, enquanto a palavra certa é “ignorância”, e este mesmo parágrafo ainda termina em “Páis”, enquanto a palavra certa seja “País”. Sem perca de tempo, a uma frase inteira é retirado o seu sentido por uma palavra, “Esperamos que este Guião constitua uma mais-valia no sua actividade do dia-a-dia”; e enfim, no último parágrafo temos “competencias”, o que levou à seguinte reflexão: vamos mesmo construir competências com documentos elaborados a nível central desta forma? Quiçá? Assim vai a nossa educação. Depois alguém vai negar que contribuiu para tornar alguns professores mais defeituosos do que já são!

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