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Xiconhoquices da semana: Confrontos em Mocímboa da Praia; Surto de cólera; Ameaça de morte a jornalistas

Xiconhoquices da semana: Novo Regulamento de Transporte em Veículos Automóveis; Passaporte falso de Nini sem falsificadores; Campanha eleitoral da Frelimo

Os nossos leitores elegeram as seguinte Xiconhoquices na semana finda:

Confrontos em Mocímboa da Praia

Subitamente, o município da Mocímboa da Praia viu-se entre fogo cruzado, envolvendo a Polícia da República de Moçambique (PRM) e um grupo de homens mascarados e munidos de armadas de fogo e catanas. Estranhamente, poucos mais de 30 homens, que supostamente pertencem a um grupo terrorista, invadiram a vila sede do distrito de Mocímboa da Praia, onde causaram desmandos que culminaram com a morte de pelo menos 16 pessoas, das quais dois membros da PRM e os restantes dos supostos terroristas. Houve igualmente vários feridos e realizadas detenções de alguns membros do referido grupo armado. O mais caricato nessa situação bastante perturbadora é o silêncio do Governo moçambicano, o que, de certa maneira, deixa a transparecer o descaso e até certo ponto a sua cumplicidade nesse ataque que também culminou na morte de um líder comunitário.

Surto de cólera

É sem dúvidas revoltante quando o nosso país continua a registar o surto de cólera não obstante as supostas iniciativas no sector de água e saneamento. Aliás, quase todos os anos, o Governo da Frelimo enche o peito para dizer que tem estado a trabalhar para melhorar o saneamento de meio e o acesso à água potável para a população moçambicana. Paradoxalmente ao que os políticos propalam o drama da cólera não é a doença em si mas antes as suas causas: falta de água potável e de saneamento adequado nas casas de banho. E todos os dias, em todo o país, novos pacientes surgem justamente dos bairros que onde o acesso à água potável é difícil e o saneamento é inexistente. A epedimia da cólera está a alastrar-se pelo país, mas o Governo da Frelimo continua a fazer de conta que o assunto não é um problema seu, culpando os moçambicanos de falta de cuidados de higiene.

Ameaça de morte a jornalistas

É vergonhoso quando em pleno século XXI ainda existam indivíduos com mentalidade tacanha e passam o tempo a ameaçar de mortes a jornalistas. A título de exemplo, um grupo de jornalistas da rádio comunitária de Morrumbene, na província de Inhambane, recebeu ameaças de morte da comandante distrital da polícia e estão agora em parte incerta. Essa caricata perseguição de jornalistas começou depois da Rádio Comunitária Millennium FM ter divulgado uma informação sobre roubos protagonizados por uma quadrilha que alegadamente integrava um agente da Polícia da República de Moçambique (PRM) afecto ao comando distrital. O grupo bandidos actuava nos distritos de Maxixe e Morrumbene, onde assaltava residências e instituições do Estado. Quanta Xiconhoquice!

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