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Xiconhoquices da semana: Acidentes de viação; Informe PGR; Resgate de cadastrados

Xiconhoquices da semana: Investimentos do Banco Mundial em combustíveis fósseis; Endividamento das Empresas Públicas; Crise de gás de cozinha

Os nossos leitores elegeram as seguintes Xiconhoquices na semana finda:

Acidentes de viação

A cada dia que passa vai ficado claro que as autoridades moçambicanas não tem nehuma estratégia para reduzir os acidentes de viação que se registado quase todos os dias no país. Aliás, as estradas no país transformaram-se num autêntico matadouro diante dos olhares inertes das autoridades policiais, que se limitam apenas a pedir a carta de condução aos automobilistas. Todos os dias, assistimos a graves violações de código de estradas e regras de trânsito, mas a Polícia faz vista grossa, até porque está preocupada com os refrescos, enquanto dezenas de moçambicanos vão perdendo a vida no asfalto. A título de exemplo, só no ano passado (2016), pelo menos 1.481 pessoas morreram e outras 3.776 contraíram ficaram feridas em consequência de 1.951 acidentes de viação ocorridos em todo o país. A cidade e província de Maputo ainda são os locais onde mais sinistros rodoviários ocorrem, mas com menos mortes, comparativamente a Nampula, Sofala e Zambézia com 198, 196 e 195 óbitos. Niassa é, felizmente, a região como pouca tragédia.

Informe PGR

Mais uma vez, o informe anual sobre o estado da justiça moçambicana, apresenatada à Assembleia da República, pela Procuradora-Geral da República (PGR), Beatriz Buchili, não passou de um mero documento poético e sem nenhuma substância. Ou seja, o referido informe não trouxe nada de novo, a não ser os mesmos lugares comuns de sempre. Aliás, não se podia esperar grande coisa da PGR, até porque é por todos sabido que a nossa Procuradoria não passa de um braço do Governo da Frelimo e age consoante as decisões tomadas no alto do edifício da “Pereira de Lagos”. O informe limitou-se a afirmar, entre vários assuntos elencados, que a corrupção e o desvio de fundos do Estado, envolvendo os servidores públicos, titulares e membros de órgãos públicos, continua longe de ser estancada e dá-se muito poucos detalhes sobre os mecanismos de punição de quem a pratica. Além disso, o relatório em questão não só arrola números, faz descrições e debruça sobre processos administrativos, mas não apresenta um caso concreto que os moçambicanos aguarda desfecho.

Resgate de cadastrados

Definitivamente, somos um país patético, para não falar absurdo. Só em países controlados por mafiosos e bandidos da pior índole é que se assiste a tamanha promiscuidade, como a que se deu na segunda-feira (24), na cidade de Maputo, quando bandidos armados, fazendo-se transportar num carro, bloquearam uma viatura do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) – ex-Polícia de Investigação Criminal (PIC) – dispararam vários tiros e regataram dois presos que na altura eram transportados para uma esquadra. Essa acção ousada é reveladora da falta de seriedade e a vergonhosa promiscuidade por que ainda se regem as nossas instituições policiais. Somente uma criança é capaz de acreditar no absurdo que se deu esta semana, pois está claro que a fuga dos dois prisioneiros penas de prisão maior por crimes de sequestro e homicídio foi facilitada pelos agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM), que hoje finge que foram encontrados de surpresa. Quanta Xiconhoquice!

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