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WLSA defende que os cidadãos estrangeiros deviam adoptar crianças moçambicanas

A WLSA Moçambique, uma organização não-governamental que lida com os assuntos relacionados com os direitos da mulher, defende que os cidadãos estrangeiros deviam adoptar as crianças moçambicanas que por diversos motivos não têm quem cuide delas, mas com a permissão do Governo e através de um mecanismo que facilite o controlo.

Entretanto, esta prática é proibida pelo Executivo. Uma das razões apresentadas diz respeito ao facto de ser difícil saber o destino que se pretende dar aos menores de idade quando são deslocados de Moçambique para fora, por exemplo.

Terezinha da Silva, que falava em representação da WLSA Moçambique, considerou, esta segunda-feira (11), num encontro das organizações da sociedade civil, que a alegação do Ministério da Mulher e da Acção Social para inibir a adopção de crianças por pessoas de nacionalidades estrangeiras não é convincente.

Segundo as suas palavras, há muitas crianças em situação de vulnerabilidade e a viver em centros de acolhimento ou orfanato enquanto existem pessoas dispostas a cuidar delas. Ao invés de proibir, o Executivo devia criar mecanismos de conseguir acordos com os outros governos para controlar as crianças que fossem adoptadas para o estrangeiro, tal como acontecia no passado.

A fonte, que já foi directora nacional da Acção Social naquele Ministério, contou que até um pouco depois de 1980, o Governo moçambicano aceitava que os cidadãos estrangeiros adoptassem crianças para os seus respectivos países.

“Naquela altura devíamos conhecer a família que pretendia adoptar, ver se as condições dos requerentes permitiam ou não esse procedimento e por quanto tempo iriam permanecer em Moçambique. Os ministérios que tutelam as adopções nesses países, que geralmente eram a Suécia e a Suíça, mandavam, periodicamente, um relatório sobre o estado da criança e as respectivas fotografias”, explicou Da Silva, para quem há que se repensar na possibilidade de os estrangeiros voltarem a adoptar as crianças como uma forma de dar novas oportunidades para elas.

 

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