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“Warya Wa Wamphula” de Mahamudo Amurne fracassou e o lixo infesta Nampula

“Warya Wa Wamphula” de Mahamudo Amurne fracassou e o lixo infesta Nampula

A 07 de Fevereiro de 2014, Mahamudo Amurne tomou posse como novo edil da cidade de Nampula e prometeu limpar, em 100 dias, através de um projecto denominado “Warya Wa Wamphula”, a urbe que estava infestada de lixo. Volvido mais de um ano desde a sua tomada de posse, o plano revela-se um fiasco. Nas avenidas do Trabalho, das FPLM e Eduardo Mondlane e nas várias ruas no interior dos bairros de Napipine, Natikiri, Murrapaniua, Muahivire, Muatala, Muhala e Namicopoos resíduos sólidos resultantes das actividades domésticas e comerciais são o principal obstáculo à circulação de pessoas, para além do cheiro nauseabundo de que os munícipes se queixam.

A estética da cidade está a ficar ofuscada pelo lixo. A via que dá acesso ao Infantário Provincial de Nampula, sito na zona bairro de Mutauanha, está condicionada devido à não remoção, há mais de dois meses, de um montão de resíduos sólidos que se encontra nas proximidades. Em diferentes lugares da cidade existem ruas e avenidas nesta situação mas pouco ou nada tem sido feito para que os citadinos, que mensalmente pagam taxas para a remoção do lixo, vivam em ambientes limpos.

“Warya Wa Wamphula”, que em português significa “brilho de Nampula”, era um projecto que visava remover os resíduos sólidos em todas as artérias da cidade de Nampula. Para o efeito, foram recrutados mais de três mil munícipes, maioritariamente mulheres, os quais mais tarde ficaram de costas voltadas com a edilidade pelo facto de não terem sido remunerados pelo trabalho prestado.

Alguns citadinos entrevistados pelo @Verdade disseram que a recolha do lixo ainda não é efectiva e o grande problema é a falta de um aterro sanitário. Ou seja, um local destinado à deposição organizada, geralmente em camadas, de resíduos sólidos. Agostinho Marissone, de 41 anos de idade, residente em Namicopo, é um exemplo dos munícipes que manifestaram o seu agastamento à nossa Reportagem. Na urbe, o sentimento dominante é de que o lixo permanece vários dias acumulado em diferentes pontos porque o sistema de recolha é ineficaz.

Faizal Ibramugy, chefe do gabinete de Mahamudo Amurne, disse-nos que não sabe qual é a quantidade de lixo produzido em Nampula. Ele queixou-se da falta de colaboração dos munícipes. Estes, de acordo com a fonte, não observam as regras indicadas para a deposição de resíduos sólidos nos contentores. Por conseguinte, a imundice é um problema recorrente nos lugares acima indicados.

Segundo Faizal Ibramugy, o lixo recolhido nos bairros que beneficiam regularmente destes serviços é depositado num local improvisado em Napome, em Rapale, onde se aproveita uma enorme cratera aberta por uma empresa que reabilitou a Estrada Nacional número um (EN1) no troço de Nampula-Murrupula.

Entretanto, o governador provincial de Nampula, Victor Borges, disse recentemente, num encontro com as instituições do Estado, que até meados deste ano pretende ver um projecto que possa levar à construção de um aterro sanitário. Por sua vez, a Direcção Provincial para a Coordenação da Acção Ambiental comprometeu-se a ajudar a edilidade a desenhar um plano para o efeito com vista a fazer face a grandes quantidades de lixo produzido e depositado sem a observância das regras de higiene.

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