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Vulcão Puyehue não dá descanso e continua a perturbar aeroportos

O vulcão Puyehue, no Chile, entrou em erupção há dez dias e continua a lançar uma nuvem de cinzas que atinge os oito quilómetros de altitude e se estende por dez mil quilómetros. Aeroportos na Argentina, Austrália e Nova Zelândia continuam com voos cancelados.

A companhia aérea chilena LAN informou que só voltará a operar “quando as condições sejam favoráveis e compatíveis com os máximos padrões de segurança da companhia”. Na Argentina, onde a nuvem de cinzas chegou há uma semana, as autoridades de Buenos Aires já tinham autorizado os voos ontem à tarde. Mas hoje voltaram atrás por causa de uma alteração dos ventos que trouxe de volta a nuvem de cinzas. Esta distribui-se ao longo de dez mil quilómetros. A companhia Aerolíneas Argentinas está a reprogramar os voos de hoje.

Do outro lado do Pacífico, as finas partículas forçaram as companhias aéreas da Nova Zelândia e Austrália a cancelar cerca de 200 voos, afectando cerca de 60 mil passageiros. As companhias brasileiras TAM e Gol suspenderam os voos de, e para, Buenos Aires. Na Patagónia, no Sul da Argentina, a cinza vulcânica obrigou ao encerramento de estradas e escolas.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, de visita à Argentina, teve de viajar 300 quilómetros de autocarro para chegar a Buenos Aires, depois de o seu voo ter sido desviado para outro aeroporto, contou a Presidente Cristina Fernandez, citou hoje a agência Reuters.

Coluna de cinzas atinge os oito quilómetros de altitude

No Chile, o vulcão Puyehue continua em erupção, com actividade sísmica estabilizada. Ainda assim, o Serviço Nacional chileno de Geologia e Minérios (Sernageomin), admite que “é possível que se volte a verificar um aumento da actividade eruptiva, com episódios semelhantes aos já ocorridos ou superiores em intensidade”. “A coluna eruptiva alcançou alturas até aos oito quilómetros, com um aspecto muito denso, de cor cinzento escura e ligada à queda de cinza em seu redor devido ao colapso de partes da coluna”.

Os técnicos daquele serviço confirmam, em comunicado, que a erupção “tem vindo a formar um cone no centro da emissão. A cratera apresenta um diâmetro aproximado de 300 a 400 metros”. O Sernageomin alerta ainda para a possibilidade de fluidos piroclásticos chegarem ao rio Nilahue, levando à subida da temperatura das águas. As imagens do satélite GOES da NASA (agência espacial norte-americana) obtidas hoje mostram uma nuvem de cinzas com menor extensão do que nos dias anteriores, que se dirige para Este. Por seu lado, o Ministério chileno do Interior e da Segurança Pública, através do departamento ONEMI, “mantém o Alerta Vermelho nas regiões de Futrono, Rio Bueno e Lago Ranço, na região de Los Rios e Puyehue e na região de Los Lagos, em vigor desde 4 de Junho”.

O vulcão Puyehue, com 2240 metros de altura, situa-se na cordilheira dos Andes. A sua última grande erupção aconteceu em 1960, depois do sismo de Valdivia, de magnitude 9,5 na escala de Richter. Morreram 5700 pessoas no Chile.

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