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Vinte e cinco mil pessoas passam fome em Chigubo

As cerca de 25 mil pessoas totalmente isoladas devido a subida galopante das águas do rio Limpopo, em Chigubo, norte da província moçambicana de Gaza, enfrentam fome devido a escassez de produtos alimentares de primeira necessidade.

Marcelo Nhampule, administrador do distrito, diz que as pessoas que lá vivem e outras que casualmente estavam de viagem, como carvoeiros, tem pouco ou quase nada para comer, porque a estrada de terra batida que liga Chigubo e Chibuto, está cortada desde o passado dia 20 de Janeiro.

Nhampule, citado pelo jornal “Diário de Moçambique”, disse que foi feita uma ponte aérea através de dois helicópteros que só serviu para o transporte de uma tonelada de arroz e outra de milho, quantidade não suficiente para alimentar as pessoas que vivem em Ndindiza, a sede do distrito de Chigubo.

“O que recebemos é insignificante. Na distribuição priorizamos as pessoas que estão no centro de acomodação, mas, mesmo assim, não foi suficiente”, disse Nhampule, acrescentando que no centro de acomodação montado na escola secundária local vivem perto de 400 pessoas.

“Há carvoeiros provenientes de Ma- puto e Inhambane que estão retidos com os seus camiões e já não têm alimentos. As lojas estão vazias”, disse o administrador, apontando que a próxima ponte aérea está prevista para domingo.

Não é possível andar para além de 1.500 metros, a partir de Ndindiza mas sabe-se que há pessoas com fome nas localidades de Nhanale, Khubo, Vinhane, Machaila e Saúte, referiu Nhampule, frisando que há uma semana que não há contacto com estas zonas recônditas.

Por falta de contacto, quer físico quer telefónico, segundo o administrador, é difícil saber se há ou não doenças que normalmente eclodem em períodos de cheias, nomeadamente diarreias.

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