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Vilas do Milénio já garantem segurança alimentar

As Vilas do Milénio, em Moçambique, já produzem o suficiente para garantir a segurança alimentar durante todo o ano. Para o alcance deste objectivo, segundo Henrique Cau, director do Centro de Investigação e Transferência de Tecnologias (CITT), as comunidades foram organizadas por forma a produzirem em grande escala.

Entre 2009 e 2012 foram estabelecidos campos de demonstração de resultados, distribuídos insumos agrícolas, e introduzidas novas culturas, tudo isto nas vilas de Malua, Itoculo e Lionde.

Cau disse que durante o mesmo período foram ainda realizados programas de fomento do gado, piscicultura, concessão de crédito, para além da disponibilização de equipamento que permitiu o aumento das áreas de produção e comercialização.

Com base nesta estratégia, cerca de novel mil camponeses beneficiaram de assistência técnica directa que permitiu o aumento das áreas de cultivo. Foram ainda construídos celeiros familiares e armazéns comunitários para a conservação dos produtos, entre outras acções.

Um total de 319 agricultores acederam ao crédito bancário. Na vila de Lionde, segundo Cau, foram reabilitados 16 hectares irrigados, construída uma unidade de agro-processamento e um armazém comunitário.

No tocante ao acesso a educação e serviços sociais de qualidade,Cau explicou que foram construídas três escolas e reabilitadas e apetrechadas cinco, distribuídos mais de 10 mil “kits” de material escolar e construídas e equipadas três salas de informática.

“Também foram realizados cursos de carpintaria, construção civil e reparação de telemóveis, formados 21 grupos culturais e capacitadas mulheres em matérias de empoderamento e tomada de decisão”, disse Cau.

Quanto ao acesso melhorado a serviços de saúde, agua e saneamento do meio, a fonte disse que foram distribuídas, durante o período em análise, 3.487 redes mosquiteiras, reabilitadas e equipadas duas unidades sanitárias e treinadas 17 parteiras tradicionais.

“O impacto de grande parte dos resultados alcançados nesta fase só se fará sentir a médio e longo prazo, colocando-se o desafio de monitorar os indicadores de impacto”, disse Cau, apontando que neste momento nota-se que as comunidades estão cada vez mais engajadas na busca de soluções para benefícios colectivos.

Das intervenções integradas que foram realizadas junto das comunidades conclui-se que a planificação comunitária das acções constitui um elemento fundamental para a sustentabilidade das vilas do milénio.

“A descentralização de recursos para as vilas tem habilitado as comunidades no domínio dos procedimentos administrativos e financeiros, incluindo a cultura de prestação de contas”, disse Cau.

Moçambique começou a implementar o programa vilas do milénio em 2006, contando actualmente com seis vilas designadamente a de Chibuto, Lionde, Malua, Intoculo, Lumbo e Chitima.

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