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Vila Olímpica/apartamentos serão vendidos após os jogos africanos

O Comité Organizador dos Jogos Africanos (COJA) que terão lugar em Maputo, entre 3 e 18 de Setembro de 2011, anunciou semana passada que o Governo moçambicano vai vender os prédios da Vila Olímpica no término do evento. Actualmente em construção, a Vila Olímpica é composta por um conjunto de 106 prédios de quatro andares, incluindo o andar térreo, que vão acolher cerca de 6.500 atletas que participarão nos Jogos Africanos de 2011. Os prédios, por seu turno, são compostos por apartamentos do tipo 3 (T3), cujo total é de 848. A Vila Olímpica, ainda em construção, esta orçado em cerca de 140 milhões de dólares norte-americanos.

 

 

Para o efeito, o COJA adjudicou as obras a Mota- Engil, uma empresa de construção portuguesa, que, por seu turno subcontratou um grupo de quatro empresas, incluindo uma americana, uma italiana, uma chinesa e uma moçambicana. A primeira pedra, para a construção da Vila Olímpica, foi lançada a 29 de Maio do corrente ano.

“As casas dos 106 prédios vão ser vendidas, algumas já têm compradores. O Instituto Superior de Relações Internacionais quer ficar com uma parte das casas já que fica ali ao lado”, disse, Penalva César, porta-voz do COJA, falando durante a apresentação dos preparativos do evento, aos participantes do Primeiro Conselho Consultivo do Gabinete de Informação (GABINFO), que juntou representantes dos órgãos de comunicação estatais e públicos.

“Será responsabilidade do Fundo de Fomento de Habitação (FFH) a implementação da política de venda dessas casas, negociando com os bancos para aplicar as políticas de empréstimo bancário para a população mais jovem”, acrescentou.

Segundo o orador, existem muitos jovens que concluíram os graus de licenciatura, mestrado e doutoramento que ainda carecem de uma residência própria.

César disse que os apartamentos em causa são mais um ganho para Moçambique, não só pelo facto de se criar oportunidade para o pais acolher os Jogos Africanos de 2011 mas também por ser uma forma de colmatar os problemas da falta de habitação.

Entre outras infra-estruturas que serão construídas junto ao Estádio Nacional, no bairro do Zimpeto, arredores da capital moçambicana, destaca-se uma nova unidade hospitalar, que também vai servir a população local, um novo mercado, lojas, salões de cabeleireiro, e todo um conjunto de infra-estruturas para assistir os participantes dos Jogos Africanos, entre turistas, publico em geral e evitar que as instalações se transformem num “elefante branco”.

Questionado sobre o reduzido número de países ate aqui inscritos para participar na maior festa desportiva do continente africano, César explicou que isso deve-se ao facto de muitos países terem as suas quotas atrasadas há mais de 10 anos, havendo casos de países que não pagam as suas contribuições há mais de 20 anos. Até agora apenas foram inscritos 32 países, de um total de 53 países previstos, e que também são membros da União Africana.

“Acontece que os cerca de 20 países que ainda não se inscreveram porque não têm as quotas em dia, existem aqueles que devem as suas quotas há 12, 13, 15 e 20 anos e os regulamentos dizem que esses países não podem participar nas competições continentais multidesportivas a não ser que aconteça uma revolução política ou haja uma tomada de decisão ao nível de Chefes de Estado para perdoar, temporariamente, a dívida desses países”, explicou César.

“Só nessas condições é que seria possível a participação de todos os países africanos”, vincou. Enquanto isso, o Madagáscar encontra-se impedido de participar nos Jogos Africanos pelo facto de ter sido suspenso da União Africana na sequência de um golpe de estado ocorrido no ano passado neste pais insular do Oceano Indico. O Marrocos e’ outro pais africano que não poderá participar pelo facto de não ser membro da UA.

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