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Fronteira marítima vulnerável a imigrantes ilegais

O vice – Ministro do Interior, José Mandra, considera que o uso da fronteira marítima moçambicana passou a ser a principal opção das redes de criminosos que têm estado a facilitar a entrada de cidadãos ilegais ao país.


Falando último Domingo em Cabo Delgado, no início da sua visita de trabalho a esta província de Norte do país, Mandra disse que, há dois anos, a Polícia começou a tomar medidas sérias ao longo da fronteira terrestre, colocando mais homens da força de Guarda Fronteira.

Com estas acções, os criminosos viram o seu campo reduzido. Como via alternativa, nos últimos tempos estes têm estado a optar pela via marítima onde, através de embarcações de dimensões diferenciadas, “ajudam” os imigrantes ilegais.

“Esta situação preocupa-nos e já a consideramos de grave. Nos últimos tempos temos estado a registar uma entrada massiva de ilegais a partir da costa. Antes, os criminosos usavam a fronteira terrestre com a Tanzânia e hoje o cenário mudou”, disse Mandra, citado pelo “Notícias”.

O governante admitiu que as autoridades têm uma força fluvial para fiscalizar a fronteira marítima, mas sublinhou que esta não é suficiente para responder ao actual nível de necessidades. “Para a dimensão das violações que estão a ocorrer ao longo da nossa costa, precisamos de nos reforçar tanto em homens, assim como em meios.

A opção pelo mar é porque o sindicato do crime viu que o nosso trabalho, a nossa prontidão na fronteira terrestre melhorou significativamente”, acrescentou o vice – Ministro.

Geralmente, os barcos que transportam imigrantes ilegais escalam a zona costeira de Palma, Mocímboa da Praia, Macomia e Quissanga, de onde desembarcam os seus passageiros a calada da noite. Já em terra, estes são conduzidos a outras zonas do país através de camiões de grande tonelagem ou armazenados em contentores.

Mandra apontou como exemplo a recente apreensão de uma embarcação transportando 98 imigrantes ilegais e que acabaram sendo albergados no centro de refugiados de Marratane, província de Nampula, Norte de Moçambique.

Estima-se que entre 100 e 200 cidadãos estrangeiros ilegais conseguem entrar em Moçambique por mês. A província de Cabo Delgado tem sido uma das principais portas de entrada dos ilegais ao país.

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