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‘@ Verdade Cor de Rosa – @Vuvuzela mode

Nunca me senti tão baralhada num campeonato de futebol, como agora. Normalmente torço sempre pela minha Seleção – a Portuguesa. Gosto de assistir todos os jogos em que a equipa das “Cinco Quinas” entra em campo, para arrasar. Ainda me lembro do Figo, Rui Costa, Abel Xavier (nosso patrício*), Paulo Sousa e uma data de giraços, que faziam as delícias da minha geração.

Nessa altura, Carlos Queiroz era o treinador e alcançou bastante fama a nível mundial, pela sua capacidade de formação de jogadores. Isso valeu-lhe vários convites do estrangeiro, onde optou por prosseguir a sua carreira. ´Teenagers’ entusiasmadas – eu e a Maré – lá fomos para o antigo Estádio da Luz, em Lisboa e vimos de perto os nossos ídolos. Foi um jogo emocionante! A cada remate fazíamos a “onda”, um ritual típico dos jogos de futebol e que, ao longo dos anos, se foi proliferando em outras manifestações colectivas. Rui Costa marcou o penalty vitorioso nesse campeonato.

Gritámos! Mesmo muito! Portugal era o Campeão do Mundo, em 1991, na categoria de sub-21, vencendo – na final – o Brasil no desempate por pontapés da marca de grande penalidade. Quase vinte anos depois a história repete-se! Estamos num Mundial de Futebol, com sabor a África. Tudo se passa mesmo aqui ao lado e Portugal vai jogar com o Brasil dia 25 de Junho – o dia da Independência de Moçambique. Carlos Queiroz é moçambicano e estreia-se com uma nova equipa, uma vez que as minhas “glórias” já estão noutro “estágio” da vida!

Ao contrário da “onda” aqui celebra-se com as Vuvuzelas! Aquelas que têm sido tão criticadas no ocidente, mas fazem as alegrias de um Continente que tem poucos motivos para sorrir. É um som estridente e até incomoda assim um bocadinho… mas faz parte do jogo que desta vez tens as regras deste lado. Por muitos árbitros que haja ninguém as vai parar e estamos mesmo @Vuvuzela mode

! Já tenho uma para levar para Durban e soprar bem alto para a minha Selecção, aquela que me faz recordar a minha história e acreditar que é possível vencer. Há apenas uma diferença. Comecei o texto baralhada e ainda continuo. Em Maputo é difícil ser só de Portugal. As ruas estão coloridas e os carros apetrechados com bandeiras do mundo inteiro. Nos bares, cafés, restaurantes, montras de lojas juntam-se muitos povos, religiões e é quase místico viver essa intensidade! Faltam-me apenas as bandeiras às janelas, como em Portugal! Assim que acabou o jogo dos “tugas”, na passada terça-feira feira, dei por mim a trocar de “time” e já estava torcendo pelo Brasil!

Já gritei pelo Gana e pelos sul-africanos Bafana- Bafana! Está difícil a escolha porque a euforia é grande e vive-se ao momento. Mesmo com o Inverno anunciado o clima está quente e Maputoland continua a animar. Hoje segue mais uma partida e outro motivo para festejar! Vamos curtir esta onda e fazer a festa do futebol, sempre em Vuvuzela mode! Póooooooooooooooonnnnnnnnnnnn! Um bem haja. Magda Burity da Silva *nome que se dá em Luanda aos conterrâneos.

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