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Verdade Cor de Rosa – Você é aquela que nunca tem alguém

Ela dançava ao som do ritmo latino de um dos bares mais badalados da cidade. Os seus olhos – brilhantes e sorridentes – cruzavamse com os das amigas que a acompanhavam em mais uma noite de pura diversão. Um good mood estabelecido por um grupo de mulheres e quase obrigatório, uma vez por semana. Para quebrar a rotina, afogar as mágoas, fazer confidências e ouvir opiniões diferentes sobre o mesmo assunto. O barulho das luzes ofuscou a aproximação de uma companhia desejada (ia descobrir isso mais tarde). Era um rapaz bem posto e conhecido na praça que estava muito confuso em relação ao seu estado civil. Começaram a dançar. Estava calor.

O ritmo foi ajudando a uma aproximação, inocente e, no meio da pista, ele diz-lhe : “você é aquela que nunca tem alguém”!! Os risos dela acompanharam a frase. Fingiu que não percebeu e voltou a perguntar. Ele reiterou: “ estou sempre a ver-te na noite, de dia, em todo o lado e nunca estás com alguém”. Aquele “ALGUÉM” era provavelmente ele, ou o seu alter ego a querer resolver um problema que ele sozinho lhe tinha arranjado. Basicamente ele achou que o facto de vê-la sempre bem disposta e vistosa era sinal verde para avançar.

Um atitude muito típica dos homens de hoje em dia. Agem com um instinto quase animal e cercam a fera que não tem macho! Pobres de nós que gostamos de ser livres e optamos por uma postura sem compromissos com ninguém. Não é nenhum código de honra, mas é visto como uma calamidade. As titias também se preocupam e começam a contar os dias para arranjarmos aquela cara- metade que até pode ser infi el, desde que vá para casa todas as noites e participe em todas as cerimónias familiares.

É esta a vida que devemos assumir ou podemos optar por ficar sozinhas? A sociedade proíbe o celibato. É quase como uma doença incurável. Sinónimo de ser mal-amada. O reverso da medalha pode existir, se fores corajosa e assumires o teu dia-a-dia onde és amada pela família, amigos e até pelo vizinho do lado que todos os dias faz questão de apanhar o elevador à mesma hora que tu. Ou o colega de trabalho que te elogia todos os vestidos e até aquele penteado que não te fi cou nada bem.

E mesmo o amigo que tá próximo demais e já não aguenta com as hormonas dos 30, mas prometeu ser a tua almofada para não perder o direito às mousses de chocolate que fazes todos os Domingos. As relações são assim… banais. Especiais. E muitas vezes representamos muito para alguém e nada para outrém. Mas são sempre muito nossas e de quem escolhemos para fi car ao nosso lado. Seja el@ quem fôr. Mas como diz uma amiga minha “não vale a pena gostar de quem não gosta de mim”, no Amor, apenas. A mulher sorridente agradeceu a frase do homem bem parecido e continuou a optar por ser “aquela que nunca tem alguém”. Um bem haja.

por : Magda da Silva 

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