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Vendedores especulam preço de produtos de consumo

O preço de bens de primeira necessidade nos mercados grossistas e retalhistas continua a disparar em flecha. Os consumidores queixam-se do custo de vida, acusando os vendedores de especulação, mas estes justificam-se dizendo que tal se deve à importação dos principais produtos alimentares.

Nos últimos dias, o mercado grossista de Zimpeto deixou de ser um local onde as famílias podem adquirir produtos alimentares a preços acessíveis. Os consumidores dizem que o custo dos bens naquele local são insuportáveis, o que se repercute no orçamento doméstico.

No início do ano, o saco de 10 quilos de batata era comercializado a um valor que oscilava entre 160 e 180 meticais, mas presentemente a mesma quantidade custa entre 180 e 200 meticais. Alguns consumidores acusam os vendedores de especularem os preços dos bens de primeira necessidade.

Mas os vendedores afirmam que a subida de preço deve-se ao facto de grande parte dos produtos ser importada da vizinha África de Sul. “Em Fevereiro, a batata custava entre 160 e 180 meticais e, actualmente, varia entre 180 e 200 meticais”, diz um vendedor para depois acrescentar que a falta de organização entre os comerciantes é uma das razões que contribui para os diversos tipos de preços praticados naquele mercado. Osvaldo Tembe, vendedor de cebola, reconhece que tem havido uma subida galopante de preços. Neste momento, o saco de 10 quilos de cebola é vendido a 180 meticais, contra os 160 praticados nos dois últimos meses. Tembe comenta que os preços oscilam diariamente como consequência do que se verifi ca nos locais onde os vendedores adquirem a mercadoria.

Além da subida de preços da cebola e batata, também se regista o incremento de preço de amendoim grande, feijão manteiga, farinha de milho, sendo apenas o tomate, o produto cujo preço registou uma ligeira redução.

“O preço de tomate varia de acordo com a qualidade”, diz Felizardo Novela, vendedor de tomate. Nos fi nais do ano passado, por exemplo, uma caixa de tomate custava 500 meticais e hoje pode ser adquirido entre 340 e 400 meticais a caixa.

Alzira Muianga vende cenoura a retalho e diz que a subida de preços prejudica o negócio, pois os produtos estragam-se, uma vez que os consumidores não compram. “A subida de preço não só prejudica os consumidores, nós também sentimo-nos afectados”, comenta.

Preços de produtos agrícolas a nível nacional

De acordo com o Sistema de Informação de Mercados Agrícolas (SIMA), o período compreedido entre os 17 e 24 de Janeiro do ano em curso foi marcado pela estabilidade de preço de milho branco e de arroz corrente na maioria dos mercados monitorados por aquele departamento da Direcção de Economia do Ministério da Agricultura (MINAG).

Ao contrário de milho e arroz, o preço de feijão manteiga registou um aumento de 40 porcento no mercado de Nhamatanda (província de Sofala) e 11 porcento em Ribáuè (Nampula). Em Montepuez (Cabo Delgado) o aumento foi de 30 porcento, atingindo 69,28 meticais o quilo. No mercado de Zimpeto, o aumento foi de 21 porcento, passando a custar ao consumidor 35,6 meticais o quilo.

Já o preço de amendoim grande manteve-se estável no período em análise em quase todos os mercados do país monitorados pelo Sistema de Informação do Mercado Agrícolas. Mas, no mercado grossista de Zimpeto, registou uma subida tendo o preço ao consumidor atingido 38,5 meticais o quilo.

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