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Vandalismo nos recintos desportivos passou à história em Nampula

Vandalismo nos recintos desportivos passou à história em Nampula

Terminou, no pretérito fim-de-semana, a primeira volta do Campeonato Provincial de Futebol, o Nampulense, um dos mais disputados do país. Na presente época registou-se uma redução de equipas, de oito para sete. Na hora de balanço, o vice-presidente para a alta competição da Associação Provincial de Futebol de Nampula (APFN), José Sarajabo, faz uma avaliação positiva, uma vez que não se assistiu aos casos relacionados com agressões físicas contra os árbitros e entre os adeptos das colectividades.

Com um total de sete jornadas, a primeira volta do Campeonato Provincial de Futebol de Nampula terminou com o Sporting de Nampula a liderar a tabela classificativa com 11 pontos, os mesmos do seu homónimo de Monapo. A prova está a ser disputada em igualdade de circunstâncias, sendo que todas as equipas são apontadas como potenciais candidatas ao título provincial, com excepção de duas, nomeadamente o Angoche Clube de Desportos e o Futebol Clube de Moma.

O nosso interlocutor referiu ainda que, devido à grande disputa, pelo menos cinco formações têm a oportunidade de disputar a poule norte de apuramento, nomeadamente o Benfica de Nampula e de Monapo, o Sporting de Nampula e de Monapo e o Ferroviário de Nacala.

De acordo com Sarajabo, vice-presidente para a alta competição da APFN, quando comparada com as épocas anteriores, a primeira volta do Nampulense edição 2014 é considerada uma das melhores provas dos últimos cinco anos, sobretudo no que tange à qualidade dos jogos protagonizados pelos atletas. “Se as equipas que militam no Moçambola tivessem olheiros, podiam descobrir muitos talentos em Nampula. Alguns desses jogadores precisam apenas de ‘lapidação’, uma vez que grande parte não passou pelos escalões de formação”, afirmou.

O nosso interlocutor disse que, por outro lado, a qualidade dos jogos é acompanhada, igualmente, pela elevação de nível dos respectivos árbitros que têm sabido corresponder às expectativas dos espectadores, mercê das formações que têm sido levadas a cabo pela Comissão Provincial de Árbitros de Futebol (COPAF). Não obstante, o vice-presidente para a alta competição da APFN referiu que, volvidas sete jornadas, houve, igualmente, um protesto intentado pelo Benfica de Nampula no jogo contra o seu homónimo de Monapo, em que esta última saiu vitoriosa pela marca de 0-3, em partida referente à segunda jornada.

“Analisados os factos referentes ao relatório do jogo, conclui-se que, de facto, houve erros de arbitragem. O protesto tornou-se procedente e autorizámos a repetição da partida, porém, a mesma não foi realizada porque os encarnados de Monapo recorreram da decisão e, neste momento, aguardamos pelo desfecho”, disse.

Segundo o nosso interlocutor, há necessidade de se fazer um acompanhamento dos árbitros nas partidas realizadas fora da cidade de Nampula com vista a avaliar a sua evolução. “ Quando os jogos são realizados nos distritos, a norma tem sido nomear dois árbitros caseiros e outros dois saem da capital provincial. É um trabalho que tem vindo a surtir os efeitos desejados”, tendo acrescentado que “recebemos uma reclamação por parte do Sporting de Nampula, que se recusava a que as partidas envolvendo aquele clube fossem dirigidas pelo árbitro Inácio Sitoi, sob o risco de este sofrer agressões físicas. Mas essa situação já está ultrapassada”.

Agressão a um árbitro marcou a primeira volta do Nampulense

José Sarajabo disse que seis jogadores da Futebol Clube de Moma foram alvo de penalizações, com três anos de suspensão em provas oficiais, por terem agredido fisicamente o árbitro Mussafari Selemane, num jogo da segunda jornada em que os “momenses” defrontavam o Sporting de Moma. Em termos de envolvimento de adeptos em actos de vandalismo, não houve sinais de alarme, esperando-se que tal comportamento venha a verificar-se até ao fim da época prevista para Agosto próximo.

A divulgação dos regulamentos de jogos, a sensibilização da massa associativa pelos clubes, além da elevação do nível de consciência dos amantes do desporto-rei em Nampula contribuíram significativamente para que tal não acontecesse. Falta de infra-estruturas: um (eterno) calcanhar de Aquiles A falta de infra-estruturas para acolher jogos de alta competição a nível da província de Nampula continua uma pedra no sapato da APFN relativamente ao desenvolvimento do futebol naquele ponto país.

Presentemente, as partidas do Nampulense são realizadas em seis campos, nomeadamente o de Namutequelia (propriedade do Clube Sporting de Nampula), Municipal de Monapo, Ferroviário de Nacala, Futebol Clube de Moma e Municipal de Angoche. Com excepção do recinto do Ferroviário de Nacala, os restantes não dispõem de condições para a prática de futebol.

“A falta de recintos desportivos tira-nos o sono, mas não temos outra alternativa, temos de marcar os jogos nos campos que temos e nas condições em que os mesmos se apresentam. Mediante a vistoria solicitada pelos clubes, exigimos que, pelo menos, coloquem o muro de vedação nos espaços desportivos, além de melhorarem o piso”, disse. Falando especificamente do futuro campo municipal em construção na cidade de Nampula, Sarajabo afirmou que o projecto encontra-se em “banho-maria” e não se sabe a quem exigir responsabilidades.

Brevemente, as obras de construção do campo do Benfica de Nampula estarão concluídas, o que poderá minimizar o problema de falta de infra-estruturas desportivas. Por outro lado, alguns espaços nos quais se realizam os jogos do Nampulense não têm capacidade para acolher a moldura humana que se faz aos recintos desportivos.

Refira-se que a APFN planificou para este ano arrecadar, através de inscrições e filiações de clubes e jogadores, além das receitas dos jogos da Taça de Moçambique, um montante estimado em 500 mil meticais, tendo até à data conseguido amealhar metade. A APFN recebe, anualmente, da Federação Moçambicana de Futebol (FMF) cerca de 150 mil meticais. “Ainda temos 50 mil meticais a receber da FMF”, disse Sarajabo.

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