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Vacinas vão ser mais baratas nos países em desenvolvimento

“Colocar as pessoas à frente dos lucros.” Será este o objectivo das companhias farmacêuticas que, segunda-feira, anunciaram cortes significativos nos preços das suas vacinas nos países em desenvolvimento.

 

Tanto a GlaxoSmithKline (GSK) como a Merck, a Johnson & Johnson”s Crucell e a Sanofi Pasteur baixarão o preço das vacinas que fornecem à Aliança Mundial para as Vacinas e Imunização (GAVI) – uma parceria público-privada na área da saúde que patrocina programas de vacinação em massa em países em desenvolvimento.

 

Entre as vacinas cujo preço sofrerá uma redução está a vacina contra o rotavírus, que provoca gastroenterites graves e mata meio milhão de crianças todos os anos.

A GSK – uma das quatro maiores companhias farmacêuticas no mundo que anunciaram a redução de preços – garantiu que irá diminuir em 67 por cento o preço da vacina e as outras empresas deverão oferecer descontos semelhantes.

Em 2009, a Organização Mundial da Saúde recomendara a introdução da vacina contra o rotavírus em todos os programas nacionais de vacinação, mas muitos países pobres enfrentaram dificuldades para a comprar.

“É óbvio que, se uma pessoa vive nalgum bairro pobre do Quénia ou no Malawi, não vai ter capacidade para pagar por esse medicamento”, disse Andrew Witty, o director executivo da GSK, citado pelo El Mundo. “Por isso é que os países ricos e as companhias farmacêuticas têm de ajudar conjuntamente”, acrescentou.

Segundo Witty, a oferta é sustentável porque é recuperado o custo de fabricação, já que também é subsidiada pelo aumento do preço das vacinas imposto anualmente aos países mais ricos.

Para a GAVI, que enfrenta um défice de 3,7 mil milhões de dólares para financiar os projectos previstos até 2015, o anúncio “demonstra o empenho da indústria no sentido de caminhar para preços acessíveis e sustentáveis”, disse Helen Evans, a directora executiva interina da Aliança, citada pela Reuters.

Também Bill Gates, criador da Microsoft e um dos fundadores da GAVI, expressou a sua “satisfação” e classificou a medida como “um passo importante para assegurar que as crianças [dos países mais pobres] terão o mesmo acesso às vacinas que as crianças dos países ricos”, podendo prevenir-se muitos “casos e mortes”.

O anúncio é um ponto de partida positivo para a conferência da GAVI que acontece no dia 13 de Junho, em Londres, onde serão discutidas novas formas de angariação de verbas para a fundação.

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