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Vacinas de dose única contra o H1N1 pandémico protegerão a maioria dos adultos

A influenza pandémica H1N1 continua sua incursão pelos países no Hemisfério Norte e no Hemisfério Sul enquanto autoridades da área de Saúde e fabricantes de vacinas em vários países trabalham para começar a produzir as primeiras doses da vacina para proteger as pessoas contra a nova gripe. Na maioria dos pacientes a doença continua a se manifestar de forma branda, e os vírus de todos os surtos continuam praticamente idênticos. A estabilidade genética do vírus H1N1 verificada até agora significa que as vacinas que estão sendo desenvolvidas, testadas e produzidas serão adequadas ao vírus em circulação e darão às pessoas vacinadas protecção contra a gripe pandémica.

 

Mas a influenza é um vírus de mutação rápida, e não há garantias de que continue estável indefinidamente. A Organização Mundial da Saúde (OMS) relatou em 6 de Setembro mais de 277.607 casos confirmados em laboratórios e pelo menos 3.205 mortes, representando aumento de mais de 23.401 casos e de pelo menos 368 mortes desde 30 de Agosto. Como os países não testam mais nem notificam casos individuais, bem como só testam pacientes com manifestação grave da doença, há muito mais casos do que indicam os números da OMS.

De acordo com a Rede Mundial de Vigilância da Gripe da OMS, formada por 128 instituições de 99 países, o H1N1 pandémico continua sendo o vírus dominante em circulação. Nos Estados Unidos, onde começou a temporada de gripe, 98% dos vírus identificados entre 30 de Agosto e 5 de Setembro eram H1N1 pandémico, conforme informação dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC).

Desde 1968 o vírus dominante em circulação era o H3N2, mas a partir de 1977 um vírus H1N1 passou a circular junto com ele, escreveu John Barry em trabalho de 27 de Julho sobre o novo H1N1 preparado para o Centro de Fundamentos de Sistemas de Engenharia do Instituto de Tecnologia de Massachusetts. As vacinas que estão sendo desenvolvidas agora contra a gripe sazonal destinam-se à protecção contra o H3N2, o H1N1 mais antigo e outro tipo de gripe denominada influenza B.

O H1N1 pandémico e o H1N1 mais antigo têm pouca coisa em comum ? o novo H1N1 é chamado de vírus de gripe suína “recombinante triplo”, significando que seus oito genes vêm de uma combinação de vírus aviário, humano e suíno em diferentes partes do mundo. “Embora cada gene individual tenha sido visto antes em outros vírus de gripe”, escreveu Barry, “a combinação actual nunca foi vista”.

PELO MUNDO

Em 11 de Setembro, a OMS informou que a acção da gripe continua diminuindo em vários países (Chile, Argentina, Austrália, Nova Zelândia e África do Sul), bem como em outras regiões temperadas do Hemisfério Sul. Muitos países da América Central e do Caribe também relataram essa diminuição pela segunda semana consecutiva. A transmissão do H1N1 persistiu em regiões tropicais das Américas e da Ásia, segundo a OMS, e Bolívia, Equador, Venezuela e outros países da região tropical da América do Sul notificaram aumento de casos de doença respiratória. Constatou-se doença respiratória em âmbito regional ou espalhada pelas regiões tropicais da Ásia e aumento na Índia, em Bangladesh e no Camboja.

Nos Estados Unidos, a temporada de gripe 2009-2010 começa oficialmente em 4 de Outubro, mas durante colectiva de imprensa de 11 de Setembro, a Dra. Anne Schuchat, directora do Centro Nacional de Imunização e Doenças Respiratórias dos CDC, declarou: “A temporada de gripe começou. O vírus H1N1 de 2009 não foi embora neste verão e agora o que estamos vendo é um aumento da ação do tipo influenza em todo o país.”

Em 6 de Setembro, a OMS apresentou relatório sobre casos de H1N1 pandémico e mortes em todas as regiões ? Américas (120.653 casos com 2.467 mortes), Mediterrâneo Oriental (9.844 casos, 51 mortes), Europa (mais de 49 mil casos, pelo menos 125 mortes), Sudeste Asiático (22.387 casos, 221 mortes) e Pacífico Ocidental (69.387 casos, 306 mortes). Em 10 de Setembro, 24 países africanos notificaram oficialmente 8.125 casos confirmados em laboratório, incluindo 40 mortes.

VACINA CONTRA PANDEMIA

Apesar das preocupações nos primeiros dias do novo H1N1 pandémico de que as pessoas precisariam de duas doses de uma vacina para protecção contra a pandemia ou uma vacina mais um adjuvante (complemento) para aumentar a resposta do sistema imunológico, estudos clínicos na China e nos Estados Unidos mostram que uma dose pode proteger pessoas saudáveis da nova gripe. Segundo reportagens da imprensa, autoridades chinesas da Saúde deram à Sinovac, empresa de biotecnologia da China, aprovação para produzir uma vacina de dose única contra o H1N1 e a Agência de Controle de Alimentos e Medicamentos do país está analisando pedidos de autorização para produção de vacinas de outras nove empresas farmacêuticas.

O ministro da Saúde chinês relatou mais de 9 mil casos confirmados de H1N1 no continente. Em 11 de Setembro, o dr. Anthony Fauci, director do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos EUA, integrado aos Institutos Nacionais de Saúde (NIH), anunciou que testes clínicos patrocinados pelos NIH confirmam os resultados dos testes realizados pelas empresas Sanofi Pasteur e CSL Limited indicando que uma dose única da vacina contra o H1N1 pandémico produz forte resposta imunológica na maioria dos adultos saudáveis em um prazo de 8 a 10 dias.

“Essa notícia é óptima para o programa de vacinação”, disse Fauci, “tanto com relação ao suprimento de vacina quanto à sua potencial eficácia”. Em 17 de Agosto, a OMS, a Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, organizações humanitárias da ONU e o coordenador do Sistema da ONU contra a Gripe anunciaram um plano de trabalho em parceria com organizações não governamentais e sociedades civis para apoiar governos e comunidades na redução do impacto da pandemia.

Isso inclui países cujos serviços de saúde estão sobrecarregados com doenças como HIV/SIDA e tuberculose e que teriam dificuldade para administrar um surto de casos de H1N1.

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