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Uruguai 1 – Gana 1, penaltis acabam com sonho de Àfrica

Uruguai 1 – Gana 1

Os jovens promessas africanas entraram em campo tentando afastar a pressão de poderem ser a primeira seleção africana a chegar as semi-finais do Campeonato do Mundo de futebol, carregavam nos seus ombros toda a esperança de mais de 600 milhões de africanos. E tão perto esteve o sonho de ser tornar realidade.

Afinal a jabulani não só engana guarda-redes mas também atrapalhou a celebração que seria uma vitória do Gana, se no último minuto do prolongamento a bola não tivessem caprichosamente beijado a trave da baliza de Muslera. O Uruguai, que a 40 anos não chega a uma semi-final, vai jogar contra a Holanda na próxima terça-feira.

Apesar do apoio da grande maioria dos 84.017 espectadores no Soccer City, e dos milhões pelo continente, os ganenses entraram tímidos e deixaram a iniciativa do jogo aos uruguaios porém haviam fecharam o seu último reduto e pressionavam muito a meio campo, tapando todas as linhas de passe, os sul americanos não conseguiam chegar com perigo a baliza de Kingson. De longe ou de bolas paradas também não eram criadas jogadas de golo.

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Perto da meia hora, na sequência de um lançamento lateral, a bola chega a Suarez que de ângulo difíl remata para defesa de Kingson. O Gana respondeu e veio para o ataque e ganhando o seu primeiro pontapé de canto, na direita Muntari levanta para a àrea onde Vorsah cabeceia e a bola passa a escassos centímetros da baliza de Muslera. Quase um minuto depois Prince Boateng recebe um bola longa da sua defesa vai até a àrea cruza para remate de Gyan com a bola quase a roçar o poste esquerdo do Uruguai.

Aos 37 minutos, o defesa Lugano saiu lesionado, depois de uma queda, e deu o lugar a Scotti passando a braçadeira de capitão para Forlán. O camisa 10, aliás, já jogava como capitão: corria o campo todo e marcava os cantos e os livres, mas não conseguia transformar seu talento em golos. Melhor o Gana perto do fim da primeira parte, Boateng combina com Gyan que trava e remata do meio da rua para defesa atenta de Muslera. Depois é Inkoom que cruza da direita para remate acrobático de Boateng ao lado da baliza sul americana.

Com tanta pressão africana o golo apareceu, Muntari a meio do meio campo, puxa de um remate colocado sem hipóteses para Muslera, golaço mesmo ao cair do pano sobre o intervalo.

No regresso do intervalo Óscar Tabárez refresca o meio campo e lança Lodeiro para o lugar de Fernandez, faltavam mais 45 minutos para o Gana estar nas semi finais do Mundial de 2010!

Pantsil faz falta sobre Fucile e vê cartão amarelo, livre perigoso a menos de 25 metros para Forlan marcar. O capitão não se fez rogado e bateu com a parte de dentro do pé forte e bem colocado sem hipóteses para Kingson, estava restabelecido o empate e o jogo relançado.

O Gana, que já estava balançado no ataque, aumentou o seu caudal ofensivo, dois minutos depois do golo Boateng combina com Gyan que na esquerda da grande àrea remata cruzado para defesa de Muslera. O Uruguai espevitado com o empate respondia e o jogo ficou mais aberto e com mais espaço, num contra-ataque rápido Boateng galgou pelo centro mas depois perdeu o momento do passe que iria isolar Muntari, o camisola 11 acabou em fora de jogo.

Rápido a sair para o ataque, o capitão Forlan desce pela ala esquerda, vai até a linha e cruza, a bola passa por toda a defesa africana e sobra para Suarez, que na passada, remata ao lado. Era lance de perigo numa e depois em outra baliza, Gyan na direita do seu ataque remata cruzado para defesa de Muslera com um soco, na ninguém conseguia marcar.

Os dois técnicos queriam ganhar o jogo, afinal só a vitória poderia coloca-los entre as quatro melhores seleções finalistas, e reforçaram o ataque Rajevac tirou o defesa Inkoom e lançou Appiah, enquanto Tabárez tirou Cavani e pôs em campo Abreu. Através de bola paradas os sul-americanos criavam perigo, particularmente Forlan, mais um livre a meio campo, o capitão coloca na cabeça de Suarez na àrea que remata para corte da defesa ganense. Depois, na sequência de um pontapé de canto do Gana, cortado pela defesa sul americana Forlan lança Maxi Pereira, que com espaço galga terreno e sem marcação remata por cima do poste de Kingson. E os noventa minutos regulamentares, mais três de descontos, chegaram ao fim com igualdade a uma bola.

Drama africano acto I

A equipa do Gana entrou melhor no prolongamento, parecia melhor fisicamente, e criou algumas jogadas ofensivas mas grande perigo para a baliza de Muslera. O Uruguai respondia em contra-ataque mas quando a defesa falhava Kingson estava entre os postes para manter inviolável as redes africanas. E a primeira parte do prolongamento terminou, com muitas faltas e pedidos de faltas, até penalti se pediu, mas o àrbitro português, Olegário Benquerença mandava o jogo seguir, e o jogo seguiu para a segunda parte do prolongamento.

O Gana então deu o tudo por tudo para ganhar o jogo, Boateng, na sequência de um lançamento de linha laterial, rematou de cabeça na pequena àrea, a escassos centímetros da baliza uruguaia. Depois foi Gyan que também tentou de cabeça, sem conseguir ultrapassar Muslera. E chegou-se ao minuto 120 do jogo, começou o primeiro acto do drama africano.

Luís Suarez, que tem sido decisivo na boa campanha dos sul-americanos marcando golos decisivos, mais uma vez voltou a ser crucial, só que em vez de marcar neste jogo não deixou o Gana marcar. Livre marcado na ala direita por Pantsil, Boateng no primeiro poste cabeceia para primeira defesa, no ressalto o camisola 10 do Gana remata para a baliza onde Muslera não está, mas um defesa corta com o pé mesmo em cima da linha do golo, novo ressalto e o camisola 18 africano cabeceia novamente para a baliza e desta vez é Suarez quem corta a bola com a mão. Cartão vermelho para o avançado sul-americano e penalti à favor do Gana.

Os espectadores do Soccer City levantaram-se, Àfrica inteira parou para ver Gyan marcar o penalti! O jovem avançado ganense sentiu a pressão, confiante partiu para a bola mas deslumbro-se e, com Muslera batido, rematou forte no travessão, Inacreditável! Eufórico o guarda-redes do Uruguai agradece a sua trave com um beijo. E o prolongamento terminou, o jogo tinha que ser decido através de pontapés da marca de grande penalidade.

Drama africano acto II

O Capitão Forlan chamou a si a responsabilidade de marcar o primeiro penalti e não falhou. Gyan, quis redimir-se, e marcou a seguir. Victorino marcou o segundo penalti para os sul americanos, Kingson ainda adivinha o lado mas a bola levava muita força. Appiah restabelece a igualdade no penalti seguinte, e num grito de raiva pediu que a claque puxasse por eles, bem precisavam de apoio! Scotti transforma em golo o terceiro penalti.

Depois novo momento dramático Mensah, sem tomar, de pé fixo como num jogo de futebol salão, remata fraco para defesa de Muslera. Para alívio, momentâneo, Maxi Pereira remata forte, o penalti seguinte, mas a bola sobe por cima da baliza, tudo igual. Adiyiah podia ter colocado o Gana em vantagem mas também rematou fraco para nova defesa de Muslera. Era momento de rezar para que Abreu não marcasse, mas a magia negra não funcionou!

O cabeludo e alto avançado uruguaiu, que entrara na segunda parte, arrancou para a jabulani e com um toque de classe, por baixo da bola, coloca-a em jeito no fundo das redes. Silêncio no Soccer City, o Gana estava eliminado!

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