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Uma média de 400 automobilistas inibida mensalmente de dirigir

Cerca de 400 automobilistas são todos os meses inibidos de conduzir em Moçambique por excesso de álcool, “uma das principais causas da alta sinistralidade rodoviária no país”, indicou o Comando-Geral da Polícia da República de Moçambique (PRM).

Ao abrigo do Código de Estrada em vigor em Moçambique, o excesso de álcool durante a condução dá lugar à inibição de condução por um período de um ano, além da respectiva multa.

Moçambique é um dos países mais perigosos de se conduzir na África Austral, de acordo com estudos da região sobre a sinistralidade.

Só na passada semana, os acidentes de viação provocaram 59 mortes, 72 feridos graves e 103 ligeiros. Insistindo no argumento da falta de “disciplina dos condutores moçambicanos”, o porta-voz do Comando-Geral da PRM, Pedro Cossa, disse que 148 automobilistas acusaram excesso de álcool nos testes realizados na via pública pela Polícia, no período compreendido entre os dias 23 e 29 de Outubro passado.

“Só na semana passada foram 148 cartas apreendidas e as pessoas inibidas de conduzir. Como por semana nunca são menos de 100 inibidos, por mês dão uma média de 400”, disse Cossa.

“A causa principal está na falta de disciplina durante a condução. Se a estrada tem seis metros de largura, não pode haver dupla ultrapassagem, como é normal ver nos nossos automobilistas”, enfatizou.

Por isso, segundo o portavoz do Comando-Geral da PRM, diminuir o número de acidentes rodoviários em Moçambique passa por toda a população assumir-se como polícia de si própria, porque “o Estado não conseguirá colocar um polícia em cada automóvel”.

O alto índice de sinistralidade rodoviária em Moçambique será na próxima semana objecto de jornadas de trânsito, nas quais haverá uma reflexão sobre “as causas e soluções para os acidentes de viação no país”, informou ainda Pedro Cossa.

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