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UEM “mutila” a fuga de cérebros

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A maior e mais antiga instituição do ensino superior no país já conheceu, desde a sua criação em 1962, três designações, sendo elas: Estudos Gerais Universitários, nome que ostentou até 1968, altura em que passou a chamar-se Universidade de Lourenço Marques, para depois no dia 1 de Maio de 1796, um ano após à Independência Nacional, o primeiro Presidente de Moçambique, Samora Moisés Machel, atribuir-lhe o nome de Universidade Eduardo Mondlane (UEM).

O nome foi atribuído em memória ao primeiro presidente da Frelimo e arquitecto da Unidade Nacional, Eduardo Chivambo Mondlane. Durante este período, a instituição experimentou várias situações, entre amargas e doces. Já no decorrer do seu 47o ano de existência, o próximo desafio da instituição é o de introduzir o Doutoramento, em todos os cerca de 50 cursos que ministra, como forma de evitar a perda de “cérebros” moçambicanos a favor do estrangeiro.

Fundada em 1962 – tempo colonial – com a designação de Estudos Gerais Univesritários, a instituição – hoje UEM – só recebia estudantes portugueses, onde a sua formação ia alêm do 2o ano, sendo que os restantes, conforme a duração do curso, eram completados em Portugal, a metrópole.

Por razões de elegância, em 1968 a instituição muda de nome, passando a designar-se Universidade de Lourenço Marques. Nome da cidade de Maputo. Nessa altura, a instituição tinha 1046 estudantes, dentre os quais apenas 40 eram moçambicanos e os restantes portugueses. A formação passou, então, a ser integral, isto é, a licenciatura era ministrada em Moçambique. Contudo, havia a necessidade de ida a Portugal para completar a formação.

No 1o dia de Maio de 1976, um ano após a proclamação da Independência Nacional, Samora Moisés Machel, primeiro Presidente de Moçambique independente, decide atribuir àquela instituição de ensino superior o nome de Universidade Eduardo Mondlane. A designação conferida em memória e reconhecimento pelos feitos do eminente sociólogo moçambicano, Eduardo Chivambo Mondlane, o primeiro Presidente da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO) e arquitecto da Unidade Nacional.

Entretanto, acontece que como em Moçambique não havia docentes nem estudantes o nível superior, muitos cursos encerraram, tendo, como solução, sido criado em 1977 o Centro oito de Março, um internato para pessoas oriundas de diferentes províncias do país. O Centro, como consta dos arquivos, serviria de base de formação para o ingresso na UEM. Eram ali ministrados cursos ligados aos sectores socias básicos, como a Educação, a Saúde e o Propedéutico, este último era uma espécie de preparação para entrada no ensino superior.

Segundo apurámos de várias fontes por nós contactadas, o objectivo era a formação de professores, de modo a capacitarem os seus compatriotas visando para possuir um nível aceitável para a entrada na UEM.

Foi por via disso que se decidiu abolir a 10a e a 11a classes, passando o ensino secundário a terminar na 9a Classe. Nessa altura eram ministrados os cursos de Economia, Medicina e alguns da Engenharia.

Já na década ´90, porque o país já possuia alguns licenciados, formados na sua maioria fora do país, com maior destaque para a Europa do Leste (Rússia, RDA, entre outros).

A UEM está neste momento a trilhar bons caminhos, sendo por isso que é considerada uma das melhoes universidades da África Austral. No “ranking” das 100 maiores univeridades da região austral de África, a UEM logrou no ano passado ocupar a 23a posição, fruto da reforma em curso em quase todos os níveis da instituição, nomeadamente a qualidade dos docentes, cursos, níveis, entre outras qualificações.

Dos cerca de 50 cursos ministrados naquela instituição do ensino superior, alguns já têm Mestrado e Doutoramento, sendo neste momento um dos grandes desafios e sonhos a realizar num futuro próximo, segundo garantiu o director de Relações Públicas da UEM, António Bernardo, a introdução, em todas as áreas, do Doutoramento como forma de se evitar a perda de “cérebros” no estrangeiro, que saem do país à busca de mais conhecimentos e não mais regressam para servirem o país.

Para sustentar esta ambição, Bernardo disse que a instituição já possui capacidade técnica, humanas e materiais para a sua concretização.

Ainda no âmbito do melhoramento das suas capacidades materiais e laboratoriais, a UEM vai montar, na Biblioteca Central Brazão Mazula, construída de raíz em homenagem ao antigo reitor da UEM, manuais electrónicos. Refira-se que a mencionada biblioteca, inaugurada no ano passado, é uma das maiores da região da SADC e não serve apenas os estudantes da UEM, mas também de outras instituições de ensino superior.

Desde 1976, altura em que passou a ostentar o actual nome – Universidade Eduardo Mondlane – já conheceu cinco reitores, nomeadamente Fernando dos Reis Ganhão (1974-86), Rui Baltazar dos Santos Alves (1986-90), Narciso Matos (1990-95) Brazão Mazula (1995-2007) e o actual, Filipe José Couto, que dirige a instituição desde 2007.

 

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