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‘@Verdade da Manhiça: Tudo por uma juventude da Manhiça activa

Antes de iniciar a minha cogitação, quero a partir deste artigo endereçar as minhas honrosas e calorosas saudações a toda a juventude do Distrito da Manhiça que tudo tem feito para que dias melhores possam vir e daí este segmento da população participar activamente no processo de desenvolvimento local. Hoje, lastimavelmente, o Distrito vive um cenário desolador da marginalização da juventude, como se ela não contribuísse em nada no processo de desenvolvimento.

A juventude do meu distrito, em nada ou em pouco contribui de forma activa para o desenvolvimento local tanto na arena científi ca, política e social, como económica. O único sector onde ela se faz sentir pela sua particularidade é o sector do entretenimento e lazer, onde igualmente se assiste a um cenário gradual de decadência.

Este cenário que caracteriza o Distrito é tão lamentável e tão grave que de viva voz pode-se concluir que Manhiça não tem juventude activa, participativa e inclusiva. O que se pode afi rmar é a existência de grupos juvenis partidários ou partidarizados activos somente em períodos eleitorais e preocupados com angariação de mais membros para as suas fileiras fomentando, de certo modo, a exclusão social.

Uma das questões que não se cala é: a quem se atribui responsabilidades a este panorama que se mostra caótico?A demagogia de que a responsabilidade é de todos nós nesta abordagem não encontra enquadramento, porque, se por um lado temos uma juventude académica e intelectual que procura trazer ideias novas e cientificamente viáveis para a solução dos problemas locais e brutalmente reprovadas sobre pretexto de falta de responsabilidade da mesma, por outro, uma juventude apartidária empenhada no melhoramento isolado das condições de vida e mais preocupada com o lazer vê penhorado os seus direitos básicos como também ofuscada pelas estruturas a sua luta pelas melhores condições de vida através do chamado ajuste de contas, exclusão social pela não militância neste ou naquele partido e/ou não concordar com esta ideia dos governantes, é preciso chamar a atenção a quem é de direito.

É desgostoso num distrito com sinais claros de desenvolvimento tanto humano como infra-estrutural, não haver sequer uma instituição de ensino superior e uma biblioteca. Ainda sobre a biblioteca há que se dizer que ela foi construída de raiz há 1 ano, mas até hoje não está em uso devido à alegada falta de livros.

Hoje a criminalidade está a ganhar contornos alarmantes no Distrito, o que encontro razões primárias no desenvolvimento cada vez mais progressivo segundo defendem as teorias de desenvolvimento. Mas, de forma infeliz, há quem olha para as razões da criminalidade de forma falhada e particular, como a abundância de jovens delinquentes e desempregados.

Ora, se não existe biblioteca para que o jovem possa passar a maior parte do tempo fazendo algo útil que benefi cie o Distrito, não existe uma instituição de ensino superior para quem conclui o ensino geral do segundo grau, não há emprego para quem finaliza o ensino profissional existente na Manhiça, não existem condições para se deslocar para o grande Maputo para continuar com a formação académica, não há autorização legal para que os poucos jovens possam desenvolver projectos empreendedores e, por conseguinte, a proliferação de quiosques, casas de pasto e “barracas”, que mais resta ao jovem?

Que não se perceba aqui que estou a defender ou a fomentar a criminalidade, muito pelo contrário, para os mais entendidos ficou a ideia, e para os menos estou a dar soluções para que se erradique a criminalidade, isto é, pegando em cada problema anunciado e resolvê-lo.

Manhiça pode atingir a prosperidade caso se dê crédito ao jovem. Socialmente como distrito podemos e de forma rápida atingir patamares elevados e invejáveis caso se acredite na juventude e olhar-se para ela não como um instrumento de manipulação, mas como uma força de trabalho e oportunidade de vitória neste intenso combate contra a pobreza e outros males que embaraçam o nosso desenvolvimento.

É tempo de as estruturais locais ao mais alto nível, Governo e Município, repensarem um pouco nas suas estratégias de governação em prol da juventude, pois daqui a alguns anos serão estes a assumirem as rédeas do Distrito e proporcionarem o mesmo aos seus sucessores. Isto é tudo por uma juventude activa no processo de desenvolvimento da Manhiça.

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