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Tropas sauditas entram no Bahrein e Irão lança ameaça

A monarquia do Bahrein pediu ajuda aos outros países do Golfo Pérsico e a Arábia Saudita enviou entre mil e dois mil homens para ajudar a travar a insurreição interna. Mas esta movimentação ameaça internacionalizar o conflito, pois a desobediência civil é encabeçada pelos xiitas e o Irão avisou que não vai ficar de braços cruzados.

A oposição reuniu-se com o príncipe herdeiro, mas, diz o El País, o ruído do conflito abafou os sinais de aproximação. O pequeno reino do Bahrein está na prática dividido em dois: de um lado os revoltosos, que levantaram barricadas, verificam quem entra nas zonas que controlam e mantêm a ordem; do outro lado estão as forças governamentais e agora os militares estrangeiros.

A maioria dos manifestantes é composta por xiitas, comunidade que representa dois terços da população mas que é discriminada pela elite sunita e impedida de assumir cargos de relevo.

Outros países do Golfo, como a Arábia Saudita e o Kuwait (também enviou militares para o Bahrein), também têm importantes minorias xiitas, que se queixam igualmente de discriminação.

O Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), que agrega as monarquias petrolíferas do Golfo Pérsico (Arábia Saudita, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Oman e Bahrein), tem receio de que a revolta dos xiitas no Bahrein leve a que este reino caia na esfera de influência do Irão.

Mas a atitude pode ser contra-producente, pois o Irão já avisou que não ficará parado perante a repressão contra a população que tem a mesma etnia religiosa é dominante nas instituições iranianas.

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