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Polícia ou bandidos mascarados de polícia?

É insultuoso que os agentes da polícia não saibam exercer as suas actividades de forma devida até ponto de perturbarem a própria segurança pública, área pela qual eles respondem. Eram aproximadamente 20 horas da passada sexta-feira quando eu, Francisco Chuquela e Palé Chamussadine, ambos trabalhadores do Jornal @Verdade, saíamos das instalações do já referido órgão de informação. Havendo eu, Chuquela, saído primeiro, fui interpelado por dois indivíduos armados e fardados de polícia, curiosamente sem carachás. Os supostos agentes da polícia pediram que eu me identificasse, isso fiz sem pensar duas vezes nem questioner o facto de (os agentes da PRM) não ostentarem nomes nos bolsos do uniforme policial.

Depois de me identificar tive que justificar o facto de estar na Estrada, ou seja, dizer à autoridade de onde vinha e para onde ia. A autoridade continuava a me complicar, embora tenha também me identificacdo como jornalista. As atitudes daqueles indivíduos foram além do imaginado quando manifestaram autoritáriamente o desejo de me revistarem a pasta.

Enquanto revistavam a pasta, que tinha duas agendas, uma em inglês e outra em Português, dois exemplares do jornal @Verdade da semana, e material didático da faculdade, o meu colega de trabalho, Palé Chamussadine, passava por perto com um grupo de amigos. Meio perplexo, Palé me cumprimentou pelo apelido, isso foi suficiente para ele ser acusado de desacatar a autoridade. Foi autoritáriamente chamado para justificar o facto de cumprimentar um indivíduo que se encontra nas mãos da polícia.

Guerra verbal

Se houve alguma coisa difícil, naquele momento, foi o entendimento entre nós e os supostos agentes da polícia. Enquanto o Chamussadine desmentia que constitui desacate a autoridade cumprimentar alguem que se encontra nas mãos da polícia, a suposta autoridade insistia que o Palé fosse mantido, talvez preso, pelo que fez. Admira-se o facto de os agentes terem se recusado de levar o Palé para responder na esquadra pelo que fez. Todas as atitudes daqueles indivíduos indicavam que não passaram pela formação inerente às funções que se diziam exercer.

Nosso socorro

A noite caía carregado e o descanso nos aguardava, mas os ditos agentes nos mantiam parados. De sorte, estávamos perto do nosso posto de trabalho onde a segurança é provida por agentes da polícia. Desacatei a suposta autoridade e chamei a nossa força de segurança para nos socorrer das mãos de indivíduos que nos pareciam totalmente estranhos.

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