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Tribunal ucraniano adia audiência do recurso de Tymoshenko

Um tribunal ucraniano adiou, esta Terça-feira(26), o julgamento de um recurso impetrado pela ex-primeira-ministra e líder de oposição Yulia Tymoshenko, presa e condenada pela acusação de abuso de poder.

Os governos ocidentais acusam as autoridades ucranianas de perseguirem a ex-primeira-ministra, e a confirmação da sua pena poderia causar constrangimentos ao país durante a realização da Eurocopa, torneio continental de futebol que acontece na Ucrânia e na Polónia até o dia 1 de Julho.

Os promotores solicitaram que a audiência fosse adiada à espera de exames médicos que confirmem se Tymoshenko tem condições de comparecer à sessão. A audiência foi remarcada para 12 de Julho.

Segunda-feira, um tribunal de Carcóvia também havia adiado, para 10 de Julho, o julgamento de Tymoshenko num outro processo, por evasão fiscal.

O resultado dos processos contra Tymoshenko, heroína da “Revolução Laranja” de 2004-05, pode moldar as relações da Ucrânia com a União Europeia nos próximos anos.

Tymoshenko, que não compareceu à audiência em Kiev por causa de dores nas costas, rejeita a sua condenação a sete anos de prisão por abuso de poder, acusação decorrente de um acordo de 2009 para a compra de gás da Rússia.

O governo do presidente Viktor Yanukovich afirma que o contrato impôs preços exorbitantes à Ucrânia. A carismática política de 51 anos diz-se vítima de uma armação de Yanukovich, seu inimigo político que a derrotou por estreita margem nas eleições presidenciais de 2010.

Por causa da suposta perseguição contra ela, a UE suspendeu as negociações para um acordo de livre comércio e associação política com a Ucrânia, e vários políticos europeus boicotaram as partidas da Eurocopa disputadas no país.

Mas a pressão da UE por enquanto não trouxe resultados, e Yanukovich diz que não pode interferir no trabalho do Judiciário.

Enquanto isso, porém, os promotores têm imputado novas acusações a Tymoshenko, inclusive por envolvimento num assassinato ocorrido em 1996.

Os advogados dela mostram-se pessimistas com o recurso impetrado no primeiro processo. “Não pode haver justiça para Tymoshenko, então todas as esperanças da defesa de Tymoshenko estão além das fronteiras ucranianas”, disse o advogado Serhiy Vlasenko.

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