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Brancos ainda dominam a economia sul-africana, diz o presidente Zuma

Brancos ainda dominam a economia sul-africana

A economia sul-africana ainda está dominada pelos brancos, e o governo local precisa de tomar mais medidas drásticas para assegurar que a maioria negra beneficie-se da riqueza nacional, disse o presidente Jacob Zuma, esta Terça-feira (26).

Em discurso no início duma reunião do partido no governo, o Congresso Nacional Africano (ANC), Zuma disse que, 18 anos depois do fim do regime de segregação racial apartheid, o país mais rico da África ainda enfrenta grandes desafios relacionados à pobreza, ao desemprego e à desigualdade.

“A estrutura económica da era do apartheid continuou praticamente intacta”, disse Zuma aos milhares dos delegados. “A propriedade da economia ainda está primariamente nas mãos de homens brancos, como sempre foi.”

O ANC redigiu vários documentos pedindo aos mineradoras para contribuirem mais com os gastos no bem-estar social, e para que as empresas estatais comandem o crescimento económico e a geração de empregos.

“Chegou a hora de fazer algo mais drástico rumo à transformação económica e à liberdade”, disse Zuma.

Mas alguns economistas alertam que seria perigoso depender demais das estatais, uma vez que quase todas têm problemas de dívidas e má gestão.

Zuma disse também que o debate sobre a partilha dos lucros da mineração deveria ir além do simples “nacionalizar ou não nacionalizar”.

Um estudo patrocinado pelo ANC, este ano, dizia que a nacionalização das minas poderia falir o Estado, mas que os lucros das mineradoras poderiam ser mais taxados.

O presidente defendeu ainda um novo programa de reforma agrária, dizendo que o actual sistema de “compra consentida, venda consentida” tem demorado em restituir as terras dos brancos aos negros que foram privados delas pelo apartheid. Zuma, no entanto, não citou mecanismos alternativos para a redistribuição fundiária.

Zuma acrescentou que as actuais políticas de estímulo económico aos negros deveriam ser reforçadas, apesar das críticas de alguns sectores do ANC e dos aliados sindicais que entendem que os benefícios estão a ser concentrados numa pequena parcela de sul-africanos negros ligados ao partido, que governa a África do Sul desde o fim do regime da segregação racial, em 1994.

A conferência do ANC termina na Sexta-feira, e as suas deliberações estão a ser feitas a portas fechadas.

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