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Governo japonês sofre cisão devido a aprovação de aumento de impostos

O primeiro-ministro japonês, Yoshihiko Noda, enfrenta, esta Terça-feira (26), uma cisão no seu partido que pode levar à antecipação das eleições, depois de ter sancionado um aumento tributário que passou na Câmara dos Deputados apesar da rejeição de uma ala rebelde da bancada.

O plano de elevar o imposto sobre vendas de 5 para 10 por cento ao longo de três anos é considerado o primeiro passo para reduzir a descontrolada dívida pública japonesa, que já supera 200 por cento do PIB, recorde entre os países industrializados.

Depois de meses de impasse, Noda conseguiu aprovar o projecto depois de selar um acordo com a oposição, mas 57 deputados do Partido Democrático do Japão (PDJ) votaram contra.

Se pelo menos 54 deles deixarem o partido, os democratas perderão maioria na Câmara, e as próximas eleições, previstas para meados de 2013, podem ser antecipadas.

Os rebeldes, comandados por Ichiro Ozawa, afirmam que o aumento tributário contraria a plataforma com a qual o partido foi eleito em 2009, prometendo reduzir a burocracia e os desperdícios no governo em vez de aumentar impostos.

Muitos também temem o impacto do imposto sobre o consumo, num momento em que a economia japonesa ainda recupera-se do triplo golpe de um terremoto, um tsunami e um acidente nuclear em Março do ano passado.

Mas Noda disse que o Japão não tem tempo a perder. “Sempre estamos a atrasar as decisões”, disse ele em entrevista colectiva. “Quero criar um ambiente político em que não retardamos as decisões. A aprovação desta Terça-feira na Câmara é um grande passo nessa direcção.”

Houve especulações de que Ozawa estaria a formar um novo partido, mas depois da votação ele disse que tentará mais uma vez convencer o PDJ a abandonar o plano.

“Tomarei a decisão final depois de realizar o meu último esforço”, disse o veterano negociador. Já Noda prometeu lidar “rigidamente” com os rebeldes, mas não ficou claro se o PDJ pretende expulsá-los, algo que não ocorreu com outros dissidentes no passado.

Um dirigente democrata disse que o partido tomará a decisão antes de a lei tributária chegar ao Senado.

Os analistas do mercado elogiaram a aprovação do plano, visto como uma medida necessária rumo à saúde fiscal do Japão.

“Depois de anos de deriva política, o governo tomou medidas decisivas para tratar do seu déficit fiscal”, disse Tom Byrne, vice-presidente sénior da agência de qualificação de crédito Moody’s.

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