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Tribunal manda soltar mulher acusada de ter envenenado menor de seis anos

O Tribunal Judicial Distrital do Dondo mandou soltar uma mulher acusada de crime de homicídio voluntário por envenenamento duma criança de seis anos de idade no bairro de Nhamaiabue, alegando ausência de provas de indiciação criminal. A decsião do tribunal está a criar agitação na zona, havendo residentes que chegam a sugerir justiça pelas próprias mãos.

A mulher indiciada e a vítima eram vizinhos e muitas vezes a criança ia brincar no quintal da casa da acusada. O caso deu-se a cerca de um mês.

Alega-se que a acusada teria dado um bolinho com veneno à criança. Pouco tempo depois de comer o bolinho, a criança começou a sentir dores no estômago. Os pais levaram de emergência ao hospital distrital mas a criança não resistiu.

Conta-se, entretanto, que, antes de morrer, a criança havia dito aos pais que as dores começaram logo depois de comer um bolinho oferecido pela mulher acusada.

Não foi feito exame de autopsia antes do enterro do cadáver. O tribunal julgou o caso improcedente fundamentando que não tem nenhuma prova material que substancia a acusação de que a criança teria perdido a vida por envenenamento.

A família da vítima mostra-se inconformada com a decisão do tribunal, estranhando também o facto de o Ministério Público nem sequer ter orientado a exumação do corpo. A mulher acusada neste caso tem antecendtes.

Anteriormente, havia sido indiciada de envenenamento de dez galinhas da vizinhança e num outro caso de ter envenenado um gato também da vizinhança.

Em algum momento, os residentes de Nhamaiabue exigiram a sua expulsão do bairro.

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