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Três zimbabueanos detidos no Centro de Moçambique

Agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM) adstritos ao Comando Distrital de Caia, província de Sofala, Centro, detiveram três cidadãos zimbabueanos por transporte ilegal de 21 imigrantes etíopes para a África do Sul.

Em nota de imprensa do Comando-Geral da PRM relativa à situação criminal e de acidentes de viação da semana passada, a corporação da Lei e Ordem refere ainda que os cidadãos zimbabueanos, com 24, 26 e 31 anos, traziam também uma arma de fogo de tipo pistola (Makarov) ilegalmente.

Segundo o porta-voz da Polícia, Pedro Cossa, os imigrantes ilegais etíopes dirigiam-se, disfarçados, para a África do Sul, via Zimbabué, em camiões de mercadoria.

Como tem vindo a acontecer regularmente, procuram meios de transporte “o mais discretos possível” e que “não levantem suspeitas”, lembrou Pedro Cossa, que disse ainda que os etíopes estão “retidos para a elaboração do processo de repatriamento”. Quanto aos zimbabueanos, apesar de estarem legais em Moçambique, “vão ser devolvidos ao seu país”, acrescentou.

Negócio florescente Nos dias mais recentes tem aumentado em Moçambique o número de casos de imigração ilegal, com a cooperação de cidadãos nacionais e estrangeiros.

Na cidade de Nacala, província de Nampula, Norte, populares contaram que imigrantes oriundos da região dos Grandes Lagos têm entrado ilegalmente em Moçambique a partir do Porto, de onde saem através de um túnel que vai dar à antiga residência oficial do falecido Presidente moçambicano, Samora Moisés Machel.

Ainda segundo o balanço do Comando-Geral relativo à semana de 29 de Janeiro a 4 de Fevereiro, a Polícia capturou seis imigrantes ilegais: cinco congoleses e um somali, que aguardam repatriamento para os países de origem.

As autoridades detiveram ainda 826 violadores de fronteira, dos quais 441 moçambicanos, 213 malauianos, 138 zimbabueanos, 21 zambianos e 13 tanzanianos, além de terem recebido 426 cidadãos nacionais repatriados da África do Sul, que após a triagem, seguiram os seus destinos.

Só no sábado, o Comando das Alfândegas em Boane, província do Maputo (Sul), acolheu 400 imigrantes ilegais, maioritariamente asiáticos, deportados da África do Sul para Moçambique, por alegadamente terem usado as fronteiras nacionais para entrar naquele país.

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