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Cinco mil toneladas de algodão contrabandeadas

Pouco mais de cinco mil toneladas de algodão foram exportadas ilegalmente ao longo de 2010 para os vizinhos Zimbabué e Malaui, segundo dados avançados pelo Instituto de Algodão de Moçambique (IAM).

No global, foram produzidas cerca de 65 mil toneladas de algodão-caroço em 2010, “mas pelo menos cinco mil toneladas do produto foram exportadas clandestinamente para países vizinhos” de acordo com aquela instituição dependente do Ministério da Agricultura (MINAG), acrescentando que para além do aproveitamento da sua fibra para fins têxteis e hospitalares, as sementes daquele produto estão também a ser usadas na produção de óleo alimentar, sabão e bagaço para a alimentação de gado bovino naqueles países.

A cultura do algodão é praticada por cerca de 300 mil famílias camponesas e perto de 12 empresas têm como actividade central o descaroçamento daquele produto de rendimento, segundo ainda o IAM, apontando dificuldades de fiscalização nos postos fronteiriços de Moçambique com os países vizinhos como um dos motivos do elevado índice de contrabando daquela cultura.

De acordo com o IAM, a exportação legal de algodão rendeu às 12 fábricas de descaroçamento o correspondente a cerca de 27 milhões de dólares norte-americanos, acrescentando que o mercado asiático continua a consolidar a sua posição de destino preferencial da fibra de algodão moçambicano, seguido de África e Europa.

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