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Transformar conhecimentos em acções de desenvolvimento

O antigo estadista moçambicano, Joaquim Alberto Chissano, desafiou, este sábado, aos técnicos superiores a transformarem os seus conhecimentos científicos em acções concretas de desenvolvimento económico e social do país.

Para Chissano, é chegada a altura dos moçambicanos caminharem em ritmo acelerado afim de poderem responder positivamente aos presentes problemas sócio-económicos, uma vez que já não se fala de falta de conhecimentos.

De acordo com Chissano, já não faz sentido que Moçambique, actualmente com cerca de 40 instituições de ensino superior, públicas e privadas, e com mais de 80 mil estudantes e milhares de licenciados continue ainda dependente de técnicos estrangeiros.

Apontou a falta de cultura de empreendedorismo por parte de muitos técnicos básicos, médios e superiores como uma das principais causas que dificulta o desenvolvimento acelerado de Moçambique.

Não podemos relegar para um grupo de pessoas a solução dos vários problemas complexos que o país enfrenta, sublinhou Chissano, que criticou que muitos estudam apenas para aumentar salário.

Joaquim Chissano recordou alguns episódios que ocorrem no país em que certos técnicos nem sequer sabem executar na prática tarefas das áreas em que foram formados.

Aquele dirigente teceu estas considerações durante a cerimónia de graduação de setenta licenciados e um bacharel em Estudos de Desenvolvimento, Administração e Gestão de Empresas, curso ministrado pela Universidade Politécnica, através da Escola Superior de Estudos Universitários de Nampula ( ESAUNA).

Trata-se de uma instituição privada de ensino superior comprometida, sobetudo, em dar resposta ao Plano Estratégico de Desenvolvimento da Província, conforme referiu, na ocasião, a respectiva directora, Irene Mendes.

António Máquina, secretário permanante da provincia, presente na cerimónia, disse que o desejo da ESEUNA corresponde aos anseios do governo que pretende ver os graduados a desenvolverem projectos de geração de renda e de auto-emprego, contribuindo, deste modo, para incremento da agenda nacional contra pobreza.

Nós, como governo, contamos com os vossos conhecimentos não só do ponto de vista teoríco, mas também prático na gestão e administração dos problemas de ordem diversa da economia do país, anotou António Máquina.

Dados adicionais e em poder do Wampula Fax indicam que em 2009 foram graduados na ESEUNA 55 estudantes em Estudos de Desenvolvimento e 13 em Gestão Estratégica de Negócios.

Para o prestente ano lectivo, o seu programa de actividade contempla a introdução de mais cursos no campus universitário de Nampula e a abertura de uma delegação na cidade portuária de Nacala.

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